terça, 13 de novembro de 2018
Saúde
Compartilhar:

Operação internacional apreende 500 toneladas de medicamentos falsos

Redação / 24 de outubro de 2018
Foto: Reprodução
A Interpol apreendeu 500 toneladas de medicamentos falsificados em outubro, durante uma operação internacional que terminou com a prisão de mais de 850 pessoas, anunciou a organização policial internacional nessa terça-feira (23).

De acordo com a Interpol, que está baseada na cidade de Lyon (França), a operação Pangea XI levou a 859 detenções em todo o mundo e à apreensão de fármacos potencialmente perigosos no valor de 12 milhões de euros.

“Focando nos serviços de entrega manipulados por redes criminosas internacionais, a operação levou ao encerramento de 3.671 links, incluindo sites, páginas de redes sociais e mercados online”, revelou a Organização Internacional de Polícia Criminal.

O comércio ilegal de fármacos na Internet, sobretudo na Dark Web, tem crescido nos últimos anos. As autoridades têm encerrado sites de comércio destes fármacos, que surgem à medida que os gangues criminosos se diversificam e procuram novos clientes.

Em uma semana, entre 9 e 16 de outubro, foram apreendidos anti-inflamatórios, analgésicos, comprimidos contra a disfunção erétil, medicamentos hipnóticos e sedativos, esteróides anabolizantes, comprimidos para emagrecer, retrovirais (para tratar o HIV), e medicação para tratar Parkinson e diabetes.

Disfarçados

Na Polônia, foram descobertas pílulas contraceptivas dentro de caixas de DVD. Na Irlanda, comprimidos para dormir estavam dentro de um livro vazio.

Os criminosos também tentaram esconder os medicamentos fazendo-os passar por genuínos. Mais de 4 milhões de comprimidos de ibuprofeno foram encontrados na Argentina depois de terem sido declarados como amostras, e no Reino Unido detectaram-se comprimidos para dormir cujo registro era de roupas, lençóis e comida.

Na antiga Macedônia, foram encontrados 737 instrumentos para cirurgias cardíacas fora de prazo.

“Os criminosos estão enviando pacotes com número menor de comprimidos para tentar evitar as supervisões que se tornaram rotina em muitos países como resultado das operações Pangea. Contudo, os resultados deste ano revelam que o sucesso alcançado a nível global impediu produtos letais de chegarem a consumidores que de nada suspeitam”, afirmou Jürgen Stock, secretário-geral da Interpol.

Relacionadas