terça, 29 de setembro de 2020

Saúde
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Número de casos notificados de H1N1 na Paraíba já é maior que na epidemia de 2009

Redação com Secom-PB / 02 de junho de 2016
Foto: Divulgação
O número de casos confirmados de H1N1 na Paraíba já é maior que no ano de 2009, quando foi registrada uma epidemia no Brasil e uma pandemia mundial. O Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde nesta quinta-feira (02) revela que o ano de 2016 tem quatro casos notificados a mais que o ano de 2009.

Ao todo, a Paraíba tem 176 casos notificados da doença este ano, sendo que 19 (10,7%) foram confirmados. Outros 31 (17,6%) já foram descartados e os demais estão em investigação. Isso revela um aumento nos registros confirmados de pessoas que adoeceram e que apresentaram o agente etiológico do H1N1.

Nove mortes por H1N1 foram confirmada. Os casos fazem parte de uma estatística de 27 notificações de óbitos suspeitos. Dez mortes foram descartadas para o agente etiológico de influenza e 15 seguem em investigação.

“No entanto, atualmente as notificações realizadas por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) englobam um número maior de doenças respiratórias, o que eleva o número de casos notificados. O objetivo é conhecer o comportamento não só das doenças ocasionadas pela influenza, como também das pneumonias, diferente do ano de 2009, quando as notificações eram feitas apenas para a influenza pandêmica H1N1”, explicou a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Renata Nóbrega.

No que diz respeito aos registros notificados de SRAG, quanto à presença de comorbidades (pelo menos duas doenças num mesmo paciente), as doenças ocasionadas por outras causas são o grupo mais acometido (27%), seguido das cardiovasculares (18%), doenças metabólicas por diabetes mellitus (16%), do aparelho respiratório (12%), obesidade (8%), doença renal (4%), neurológica (5%), imunodeficiência (4%), Síndrome de Down (2%), doença hepática (2%) e no período puerperal (2%).

“É importante ressaltar que as prevalências de doenças cardíacas, pulmonares, metabólicas e neoplásicas aumentam com a idade, e que os pacientes de doenças crônicas muitas vezes não são vacinados por não estarem cientes de sua condição de risco ou por falta de recomendação médica”, informou a chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis Agudas da SES, Anna Stella Pachá.

Diante do cenário atual, a SES recomenda à população e a todos os serviços de saúde do Estado intensificar as ações de prevenção e controle mencionados na Nota Técnica 01/04/2016 SES/PB – Orientações de prevenção para controle da transmissão de influenza no Estado da Paraíba.

“Para prevenir, é fundamental a lavagem frequente das mãos, evitar locais com aglomeração de pessoas e não levar crianças com gripe para a escola. Para os profissionais, é imprescindível manter a vigilância dentro do serviço – identificando precocemente os casos suspeitos e intervindo oportunamente para que estes não cheguem à gravidade, podendo culminar em óbito”, orienta a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Izabel Sarmento.

Imunização – Entre as medidas de prevenção, destacou-se a campanha de vacinação contra a influenza (gripe) que ocorreu no período de 30 de abril a 20 de maio deste ano em todas as unidades de saúde dos 223 municípios do estado. A campanha de vacinação foi direcionada, conforme diretrizes do Ministério da Saúde, aos seguintes grupos prioritários: crianças de seis meses a menores de cinco anos, gestantes, puérperas, trabalhadores de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade.

As mortes

Alagoinha (1)

Baía da Traição (1)

Cacimba de Dentro (1)

Campina Grande (1)

João Pessoa (2)

Maturéia (1)

Sousa (1)

Mogeiro (1)

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