domingo, 16 de maio de 2021

Saúde
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Nos últimos 60 dias, 93 gatos foram diagnosticados com doenças

Aline Martins / 04 de agosto de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
Nos últimos dois meses, 93 animais foram diagnosticados pelo Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa (CVZ) com esporotricose. Essa é uma doença transmitida por um fungo que geralmente usa uma área lesionada da pele como meio de entrada no organismo tanto de animais quanto de humanos. Entre os bichos, os felinos são os mais acometidos. Já em humanos, o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), que funciona no campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), referência no tratamento, confirmou 30 casos em maio deste ano.

A médica veterinária Suely Ruth Silva informou que foram realizados os exames em junho e julho, dos quais teve a confirmação da doença nos felinos. Ela explicou que para o diagnóstico é necessário ter sintomatologia como ferimentos pelo corpo. “Algumas pessoas ficam preocupadas quando o animal brigou com outro ou ainda fugiu e apareceu com alguns ferimentos. A orientação é que os animais sejam castrados e que fiquem presos em casas”, frisou. Ela comentou que a esporotricose é uma doença transmitida por fungos que é comumente encontrado no solo de regiões de clima Tropical.

“Esporotricose era conhecida como a doença do jardineiro porque que quem se contaminava eram pessoas que trabalhavam com a terra. Isso acontecia no momento que ela se cortava com a roseira ou com uma planta ou mesmo mexendo na areia com a presença do fungo. Só que os fungos começaram a ter uma adaptação muita grande com os gatos devido aos seus hábitos de enterrar as fezes, de arranhar árvores para cortar as unhas. Foi aí que eles começaram a ser portadores dessa doença também”, revelou.

Ainda de acordo com a especialista, entre os felinos, a contaminação pode ocorrer por meio do contato com o solo, com a árvore contaminada ou através de arranhadura e mordedura de um animal já contaminado. Se um humano tiver o contato com os ferimentos do animal e também estiver com uma lesão também pode se contaminar. Os mesmos meios de contaminação do animal também pode acontecer com um adulto. Dependendo do caso, o animal pode até morrer.

Recentemente, uma moradora do bairro dos Bancários, que preferiu não se identificar, que tinha um gato com esporotricose contou que precisou sacrificar o animal. “A doença atingiu os órgãos internos dele, mesmo com a medicação ele não respondia. Ele espirava sangue, tinha dificuldade para comer e tinha muita secreção. Quando a doença atinge os órgãos, geralmente o animal não sobrevive”, lamentou. Ela contou que tinha receio que a doença também atinge a mãe, que tem uma dermatite atópica que comumente com o estresse fica com a pele irritada, e a avó que já é idosa e sofre com problemas de saúde. “Quando fui ao veterinário ele me contou que havia muitos casos da doença em animais na zona Sul de João Pessoa”, revelou.

Em CG, animais são identificados com chips

A Prefeitura Municipal de Campina Grande vai dar início neste sábado (4), à segunda fase de implantação de chips em animais de grande porte da cidade. São esperados entre 400 e 500 criadores de equinos e asininos.

O trabalho vai ser realizado pelo Centro de Zoonoses, que vai aplicar os chips e a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos vai realizar o emplacamento das carroças. Os animais também vão receber cuidados, como vacinas e injeções nos casos necessários.

O objetivo da medida é garantir o monitoramento do uso desses animais como força de trabalho. Através do chip os técnicos conseguem identificar o dono do animal cadastrado para responsabilizar os criadores em casos de maus tratos ou abandono. Com o emplacamento a STTP pretende também fiscalizar a circulação dos carroceiros para que eles não atrapalhem o trânsito nas áreas centrais. As carroças também recebem faixas refletivas para que acidentes sejam evitados.

Os donos também fazem um cadastro junto à Secretaria de Assistência Social para que sejam encaminhados ao mercado de trabalho formal, além de serem incluídos em programas de benefícios sociais aos quais possam ter direito.

Os bichos serão catalogados no Programa Municipal de Registro Geral de Animais (RGA) para que o poder público tenha um maior controle dos dados referentes a esses animais.

Legislação. A medida atende ao que prevê a Lei Municipal 5.212/2012 que objetiva extinguir a circulação dos Veículos de Tração Animal de forma gradativa em Campina Grande até 2022.

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