sexta, 27 de novembro de 2020

Saúde
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Não dá para esquecer o Aedes nem na hora de viajar

Luana Barros e Rammom Monte / 16 de dezembro de 2015
Foto: Divulgação
As autoridades de saúde estão preocupadas com os imóveis que vão ficar fechados durante o período das férias. O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Claudio Maierovitch, alertou que é importante fazer uma vistoria minuciosa de possíveis criadouros dentro de casa antes de viajar.

"É importante se sentir como o mosquito e buscar lugares em que ele possa se esconder, como embaixo da pia e armários. O repelente deve ser uma medida complementar. Mas, o mais importante é combater o mosquito", ressaltou.

O técnico em vigilância em saúde do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, Fabrício de Sousa, apontou alguns locais dentro das residências que podem se tornar potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Segundo ele, é importante fazer uma vistoria em locais como ralos do banheiro, atrás da geladeira, caixa d’água, entre outros.

“É importante olhar locais que podem acumular água, como ralos, vasos sanitários, piscinas, enfim, é preciso dar uma vistoria na casa antes de viajar para evitar que surja um novo criadouro de mosquitos”, explicou.

Ainda de acordo com Fabrício, é importante analisar quanto tempo o proprietário vai ficar longe de casa. Segundo ele, caso a casa fica fechada por um fim de semana, por exemplo, o próprio morador pode fazer este “pente-fino” na residência e tomar os cuidados necessários. Porém, caso o local vá ficar fechado por semanas ou mais, ele alerta que haja outro procedimento.

“Se a viagem vai durar pouco tempo, como um fim de semana, o próprio morador faz uma vistoria na casa e toma os procedimentos, como tampar a caixa d’água, tonéis, tratar a piscina, entre outros cuidados. Mas se a viagem é maior, nós aconselhamos que o proprietário entre em contato com o Centro de Vigilância Ambiental e solicite um agendamento para a visita de um agente de saúde, para que ele possa verificar se está tudo bem na casa e  colocar o larvicida. Nós estamos recebendo várias ligações do tipo, principalmente de condomínios. Os síndicos estão solicitando a presença do agente para verificar se está tudo certo. E isto é muito importante”, afirmou.

Um local em específico foi destacado por Fabrício. São os aquários. Segundo ele, os aquários têm uma particularidade. Caso esteja cheio de água e com peixes dentro, o morador não precisa se preocupar, já que o próprio animal, independente da espécie, come a larva do Aedes aegypti. O problema, de acordo com ele, é quando não há peixe dentro do aquário, pois que desta maneira ele se torna um criadouro em potencial.

Outras indicações do Ministério da Saúde

Claudio Maierovitch contou, ainda, que pessoas que irão viajar para locais com a circulação do vírus devem que se proteger. ‘’Em qualquer tipo de doença transmissível, o movimento de pessoas acelera a disseminação do vírus e nós temos o vetor em todo o território nacional. Isso significa que existe risco em todos os estados, justamente por isso que esta tendo esse esforço em todos os lugares, não só onde já se confirmou a circulação do Zika ‘‘, disse.

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