quarta, 26 de junho de 2019
Saúde
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De janeiro até setembro, 79 casos de tuberculose foram registrados por mês

Katiana Ramos / 05 de outubro de 2017
Foto: Reprodução
De janeiro até setembro deste ano, a Paraíba registrou 79 novos casos de tuberculose por mês, o que representa 714 pessoas infectadas no período. A doença que ainda é considerada pelas Nações Unidas uma epidemia mundial tem afetado 40,2 pessoas residentes na Paraíba a cada 100 mil habitantes.

A incidência mundial da doença é de 33,7 casos para cada grupo de 100 mil pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mesmo quantitativo registrado no Brasil. Na Paraíba, os dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES) mostram que do total de 871 casos confirmados este ano (novos e reincidentes), 17,9% (157) são de pessoas que estão fazendo retratamento, ou seja, pacientes que abandonaram o acompanhamento médico e retornaram aos procedimentos. Ainda considerando os registros deste ano, o risco de contágio está presente na maioria dos casos porque são da tuberculose do tipo pulmonar.

Para agilizar o diagnóstico e fazer com que as pessoas com o resultado positivo para doença comecem o tratamento o quanto antes, o Governo do Estado recebeu do Ministério da Saúde duas novas máquinas para o teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB). Esse exame detecta simultaneamente, em apenas duas horas, o Mycobacterium tuberculosis (bactéria causadora da tuberculose) e a resistência ao medicamento rifampicina (RIF), a principal droga utilizada no tratamento da doença.

Até o momento, o Estado dispunha de três máquinas: no Hospital Complexo Hospitalar Clementino Fraga; no laboratório da Unidade Básica de Saúde (UBS), em Mandacaru, ambos na Capital, e no laboratório do Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase, de Campina Grande. As duas novas máquinas seguem para a Policlínica de Sousa (em funcionamento desde o dia 6 de setembro) e para o Laboratório Municipal de Patos (já enviado pelo Ministério da Saúde e com previsão de chegada até o final de outubro). “Com a chegada dos novos equipamentos as amostras para diagnóstico de resistência não precisarão ser enviadas para a Capital, diminuindo a perda de tempo no tratamento do usuário”, explicou a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da Ses, Lívia Borralho.

Mesmo com os equipamentos, ela lembrou que os demais exames para o diagnóstico da doença, como as baciloscopias, a cultura de escarro e teste de sensibilidade, continuarão disponíveis na rede pública estadual.

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