quarta, 24 de fevereiro de 2021

Saúde
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Mutirão de neurocirurgias no Hospital Santa Isabel em João Pessoa

Beto Pessoa / 29 de agosto de 2017
Foto: Divulgação
Pacientes que precisam de intervenções cirúrgicas neurológicas começaram a ser atendidos ontem, como parte da campanha “Use a cabeça, proteja seu corpo”, organizada pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). Até o próximo dia 2, quando a ação será encerrada, serão atendidas 60 pessoas que estão na fila de espera do SUS em busca dos procedimentos.

As cirurgias serão realizadas no Hospital Santa Isabel (HSI), em parceria com a Prefeitura de João Pessoa (PMJP). De acordo com o vice-presidente da SBN, o neurocirurgião Valdir Delmiro, os procedimentos visam devolver aos pacientes a qualidade de vida.

“São pessoas que têm o dia a dia afetado por conta dos problemas neurológicos. O objetivo é retomar a capacidade delas voltarem a viver normalmente”, disse o médico. Entre os procedimentos está o tratamento de tumores encefálicos, aneurismas cerebrais e problemas de colunas.

Outra vertente da campanha são as ações educativas, que vão promover a conscientização em diversas frentes, como o respeito às regras de trânsito e ao uso de equipamentos de segurança na prática de esportes radicais.

Segundo estimativas da SBN, quase 20% dos traumatismos cranianos são consequências da falta de equipamentos de segurança na prática de esportes que envolvem bicicleta, skate e patins. O vice-presidente da SBN destaca que o uso de equipamentos como capacete diminui em 50 vezes os riscos de traumatismos cranianos.

Uso de celular. Ainda dentro da parte educativa, serão realizadas campanhas alertando os perigos do uso do celular durante o trânsito. A prática, segundo a diretora geral do HSI, a cardiologista Yuzeth Brilhante, aumenta em até 400% o risco de acidentes de trânsito.

“Põe em risco a vida de pedestre, ciclista e a do próprio condutor. A campanha envolve uma questão de saúde pública. Quando não há casos de morte, o trauma muitas vezes é irreversível. Uma desatenção rápida pode acabar com muitas vidas”, disse a médica.

De acordo com estatísticas do DataSUS, em todo País 37.306 pessoas morreram e 204 mil foram hospitalizados vítimas de acidentes com transporte terrestre em 2015. Nesse mesmo período, houve 42,5 mil indenizações por morte e quase 516 mil por invalidez.

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