segunda, 18 de janeiro de 2021

Saúde
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Mutirão da saúde para diagnosticar microcefalia

Luana Barros / 04 de maio de 2016
Foto: Assuero Lima
Um mutirão para diagnosticar casos de microcefalia foi iniciado nesta quarta feira, no Hospital Lauro Wanderley (HULW), no Campus I da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em João Pessoa. O objetivo é examinar 206 crianças para descartar ou confirmar casos da doença. A força-tarefa montada no hospital é formada por 20 especialistas. Esse mesmo processo ocorrerá durante cinco semanas também no Instituto Cândida Vargas, onde o mutirão foi iniciado na última segunda-feira (02).

A dona de casa Wyara Regina Silva conta que levou a gestação naturalmente ao saber que seu filho tinha microcefalia. “Agi naturalmente, ele é uma benção de Deus, vivo dia após dias sem me preocupar com o amanhã. Tenho outros dois filhos pequenos, mas, com o Benjamim preciso ter um cuidado mais especial, praticamente toda semana eu estou acompanhando meu filho em exames e recebendo orientações, meu filho é minha vida, tenho o mesmo amor que tenho pelos outros”.

Cellya Silva, gestante, relata que apesar de saber que seu bebê está normal, o medo ainda toma conta. “Apesar de saber que meu bebê está normal, nunca sabemos o dia de amanhã com essa epidemia e momento de vulnerabilidade que estamos vivendo, uso repelente 24 horas, estou sempre com roupas cumpridas e tomando todos os cuidados possíveis.

De acordo com a Coordenadora da unidade neonatal HU, Adila Sampaio, o intuito maior do mutirão é fazer a busca das crianças para os exames específicos. “hoje estamos fazendo um mutirão para triagem de microcefalia em parceria com a Secretaria Municipal e Estadual de Saúde, fazendo o resgate dessas crianças que foram notificadas com casos suspeitos da doença, que nasceram a partir de agosto de 2015 e que não tiveram investigação concluída por falta de algum exame clínico, exame de imagem, exame de laboratório”, ressaltou.

Microcefalia - Convocações

Conforme Adila Sampaio, todas as mulheres grávidas com suspeitas de terem fetos com microcefalia que não foram diagnosticadas do dia primeiro de agosto de 2015 em diante estão sendo notificadas e chamadas para a realização dos exames específicos. "Todas as mães que estão aqui hoje tem risco em potencial, precisamos ter as investigações finalizadas para que possamos fechar nossa planilha, afirmando ou excluindo se a criança possui microcefalia. Como nossa rede é fragmentada, precisamos unir todos os dados para que possamos fechar o laudo e seguir com outras investigações”, afirmou.

Ela informou, ainda, que após os exames concluídos as mães e as crianças receberão um acompanhamento e seus benefícios. “Confirmando o diagnóstico de microcefalia a criança receberá um laudo circunstanciado para que ela possa continuar o seu acompanhamento de alto risco na rede, também para que ela possa dar entrada no benefício assistencial. Após o diagnóstico, se for positivo, essa família receberá um acolhimento e atendimento especial com psicólogo para questão da aceitação e tudo mais”, finalizou.

Exames realizados em crianças que foram notificadas:

- Ultrassonografia

-  Fonoaudiólogia

- Teste da orelhinha

- Exame clínico com pediatra

- Avaliação com fisioterapeuta

Pizza microcefalia - matéria

 

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