sábado, 19 de setembro de 2020

Saúde
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Mais duas mortes por suspeita da gripe H1N1 são registradas na Paraíba

Fernanda Figueirêdo e Renata Fabrício / 15 de abril de 2016
Foto: Divulgação
Mais dois pacientes aparentemente saudáveis, sem histórico conhecido de doenças complicadoras, morreram com suspeita de síndrome respiratória aguda grave relacionada ao vírus H1N1, no Sertão paraibano. O agricultor Damião Gomes de Melo, de 58 anos, deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Pombal no último domingo, em estado grave e morreu na quarta-feira. Nesta quinta, uma menina de apenas dez anos de idade também morreu com suspeita da doença. Ela era de Sousa.

De acordo com a coordenadora-geral de enfermagem do Hospital Regional de Pombal, Taysa Guedes Medeiros, Damião era do município de Poço Dantas e há três dias apresentava sintomas de gripe, como dor no corpo, febre intensa, cansaço e dificuldade respiratória. Segundo a família, os sintomas se agravaram rapidamente.

“Ele veio para o hospital já intubado, transferido do Hospital Regional de Cajazeiras, que estava sem leitos na UTI. Desde sua entrada já suspeitamos que se tratava do vírus H1N1. Um infectologista comprovou que a clínica do paciente era de 90% de chance de ser a doença. Cumprimos todo o protocolo: isolamento, medicação com o antiviral tamiflur e coleta de material para exame. Ele faleceu quatro dias depois de parada respiratória”, detalhou Taysa.

A coordenadora disse que a família desconhecia histórico de doenças crônicas no paciente. O último óbito com suspeita de H1N1 que havia sido registrado no Sertão foi notificado em Cajazeiras. Francisco Zeudo Costa Bezerra, de 46 anos, morava na zona rural e faleceu no Hospital Regional no dia 6 de abril. Um dia antes, um paciente de 49 anos faleceu no Hospital Regional de Patos, também com suspeita da infecção pelo vírus da Influenza A.

Material genético dos três casos foi recolhido para confirmar a morte por gripe A. Os exames foram enviados para o laboratório Fio Cruz, no Pará. O resultado deve chegar dentro de um prazo de 30 dias.

Morte em Sousa. A criança começou a ter os sintomas de uma gripe comum e na terça (12) e foi levada para o Hospital Materno Infantil, onde recebeu atendimento e logo foi liberada. Na quinta-feira (14)  foi levada novamente em estado gravíssimo para o Hospital Regional (HRS). Durante a tarde ela estava sendo transferida para João Pessoa, mas morreu dentro da ambulância quando chegava ao município de Pombal.

Grave em CG. Em Campina Grande, a adolescente de 17 anos que está internada desde o dia 6 de abril na UTI da Maternidade Instituto Elpídio de Almeida (Isea) com suspeita do vírus, está em estado gravíssimo. Ela é de Matureia, no Sertão, e foi transferida grávida da Maternidade Peregrino Filho, em Patos. Ela apresentava febre alta e falta de ar. Foi submetida a um parto de emergência. O bebê está bem e já recebeu alta hospitalar. “A jovem continua na UTI. Teve uma leve melhora do seu quadro clínico, mas voltou ao estado gravíssimo desde a última terça-feira”, disse o diretor do Isea, Antônio Henriques.

A única confirmação de morte por H1N1 foi feita pela Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande e a vítima foi a jovem Mirla Farias Pereira, de 25 anos, que estava internada há um mês no Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, e faleceu no dia 6 de abril.

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