sexta, 18 de outubro de 2019
Saúde
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Ministério Publico discute situação de máquinas do Hospital Laureano

Beto Pessoa / 27 de março de 2019
Foto: MPPB
Uma das máquinas que realiza radioterapia no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, deve ir para o conserto nesta quarta-feira (27). Quem informou foi a direção do hospital, após reunião realizada na tarde desta terça-feira (26) com representantes da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, no Ministério Público da Paraíba (MPPB).

A audiência, que discutiu a situação do hospital, foi presidida pela promotora de Justiça Maria das Graças Azevedo e teve a participação do vice-diretor do Hospital Napoleão Laureano, Ozias Arruda de Assis Neto; da diretora-geral, Maria Tereza Lira Gama; o diretor técnico, Fernando Antônio de Carvalho; e do diretor administrativo, Marcelo de Oliveira Araújo.

O vice-diretor do hospital informou que o raio que caiu na região, no último dia 6, queimou duas das três máquinas e alguns computadores e que a empresa de manutenção não cobre o conserto do equipamento, devido ao fato ter sido ocasionado por um problema meteorológico. Ele informou ainda que a peça de uma das máquinas, que não é fabricada no Brasil, já chegou e o conserto deve ser realizado hoje, mas que o equipamento só pode voltar a funcionar após testes. Já a outra máquina está aguardando a chegada da peça que não é vendida no País.

A diretora-geral destacou que o conserto das máquinas não depende só da administração do hospital, reforçando que as peças são de fora e o técnico responsável pelo serviço também. Além disso, antes de voltar a utilizar as máquinas é preciso realizar testes para observar se elas estão operando normalmente, o que pode levar mais algumas semanas até que o equipamento volte a funcionar.

Falta reajuste. Ainda conforme o vice-diretor, o número de atendimentos do hospital é de 92% a 96% de usuários do SUS. Ele disse ainda que a tabela SUS está sem reajuste desde de 2010 e que o secretário de Saúde de João Pessoa informa para a direção do hospital que a verba que possui é a mesma de 2014 e que só podem atender mensalmente o teto financeiro estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde. Ele revelou que se ultrapassar esse teto não recebe o valor correspondente e que o hospital já sofreu um prejuízo de R$ 7 milhões.

Sobre os medicamentos em falta, a diretora-geral do hospital disse que são guardados em câmeras frias, com controle de validade, possuindo seis farmacêuticos responsáveis. Além disso, informou que houve um aumento, em setembro de 2018, do teto financeiro de radioterapia em R$ 100 mil, que é equivalente a cerca de 15 atendimentos, e que o Estado, através do Ministério da Saúde, entra com participação de alguns medicamentos através do Núcleo de Assistência Farmacêutica (NAF).

A Promotoria da Saúde instaurou a Notícia de Fato 002.2019.013913 para acompanhar o caso. A promotora Maria das Graças Azevedo deu um prazo de 10 dias para que a direção encaminhe à Promotoria informações, como o organograma do hospital.

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