domingo, 17 de novembro de 2019
Saúde
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Ministério da Saúde diz que BCG sem cicatriz também é eficaz

Lucilene Meireles com assessoria / 12 de fevereiro de 2019
Foto: Divulgação/Codecom PMCG
Crianças que ficam sem a cicatriz no braço após receberem a vacina contra a tuberculose – conhecida como BCG – não precisam de uma reaplicação. A informação é do Ministério da Saúde (MS) em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Estudos comprovaram que a vacina mantém sua eficácia nos pequenos, mesmo que a aplicação não resulte em uma cicatriz no local.

“O Programa Nacional de Imunizações recomenda não revacinar crianças que receberam a vacina BCG e não desenvolveram cicatriz vacinal, independentemente do tempo transcorrido após a vacinação. De acordo com Organização Mundial de Saúde, a ausência da cicatriz de BCG após a vacinação não é indicativo de ausência de proteção”, explicou a assessora técnica do Núcleo de Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Márcia Mayara.

Para os pais, o Ministério da Saúde esclareceu que a vacina BCG é a principal maneira de prevenir a tuberculose em crianças. A dose é oferecida gratuitamente na rede pública de saúde, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo a assessora técnica do Núcleo de Imunizações da Secretaria de Estado da Saúde, a dose deve ser dada assim que a criança nasce, ainda na maternidade, e também pode ser aplicada na primeira visita da criança ao serviço de saúde. O ideal é que seja o mais cedo possível.

Além de beneficiar os bebês, a vacina também está disponível na rotina dos serviços para crianças menores de cinco anos e protege contra as formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea.

“A BCG faz parte do calendário de vacinação da criança. O ideal é que a vacina seja administrada nas primeiras 12 horas de vida, ainda na maternidade. Mas, a criança pode ser vacinada até quatro anos, 11 meses e 29 dias”, completou Márcia Mayara.

É bom saber



Sobre a BCG

É indicada para crianças de zero a quatro anos, com obrigatoriedade para crianças menores de um ano;

É a principal vacina contra a tuberculose em crianças, evitando formas mais graves da doença;

É composta por bactérias da estirpe Mycobacterium bovis BCG com virulência diminuída (Bacillus Calmette-Guérin), que estimulam o organismo a produzir anticorpos contra esta doença;

Deve ser aplicada na criança ao nascer ou na primeira visita ao pediatra;

A vacina é contraindicada para bebês prematuros ou com menos de 2kg, sendo necessário esperar o bebê chegar aos 2kg para que seja administrada a vacina;

Pessoas com alergia a algum componente da fórmula, doenças congênitas ou imunodeprimidas, como infecção generalizada ou Aids, não devem tomar a vacina;

Se a mulher estiver grávida ou amamentando, possuir algum problema grave de saúde ou se estiver em tratamento com alguns medicamentos, deve conversar com o seu médico antes de iniciar o tratamento;

Normalmente a vacina contra tuberculose não leva ao surgimento de efeitos colaterais, no entanto, pode acontecer inchaço, vermelhidão e sensibilidade no local da injeção, inchaço dos gânglios linfáticos, dor de cabeça, dor muscular e ferida no local da injeção. Ao surgirem esses efeitos colaterais, é indicado ir ao pediatra para que a criança seja avaliada.

Fonte: Ministério da Saúde e site www.tuasaude.com

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