terça, 24 de novembro de 2020

Saúde
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Mente mais leve pode ajuda a aliviar o estresse do tratamento de câncer

Katiana Ramos / 16 de outubro de 2017
Foto: Divulgação
Só quem recebe o diagnóstico do câncer sabe as dores de enfrentar a doença que vem acompanhada dos desafios e incertezas do tratamento. Mas, manter a mente sã é tão essencial quanto o acompanhamento médico para encarar essa realidade.

Seja por meio de atividades físicas, convivência com grupos de apoio, cuidados com a alimentação ou um simples passeio com amigos, deixar a mente mais leve ajuda a aliviar o estresse das consultas, quimioterapia e uso de medicamentos dos pacientes. Para quem enfrenta o câncer de mama não é diferente.

“O importante é o paciente ter em mente o que ele pode fazer para que esse período de tratamento da doença seja o mais normal possível. Claro que não vai ser tudo igual na rotina, mas é importante ter atividades que o desconecte um pouco do ‘mundo do câncer’”, lembrou a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Ela acrescenta ainda que é essencial que as pacientes conversem com seus médicos antes de procurar atividades lúdicas e de alívio das tensões e efeitos colaterais decorrentes do tratamento do câncer. “Elas têm que conversar com o oncologista para tirar as dúvidas para poderem se preparar, saberem os efeitos colaterais. Buscar apoio emocional, contar com um nutricionista, fazer exercícios físicos são importantes para enfrentar o câncer e até combater os efeitos colaterais”, aconselhou a psico-oncologista.

Na Paraíba, várias Organizações Não-Governamentais (Ongs) oferecem apoio aos pacientes com câncer, entre as quais está a Rede Feminina de Combate ao Câncer. Nas casas de apoio da entidade as usuárias partilham experiências nos grupos de convivência, fazem passeios e outras atividades lúdicas. “Essa partilha com outros pacientes e distração mesmo da mente, principalmente para aquelas que ficam nas casas de apoio, é muito importante. Porque a vida continua e elas têm que buscar forças para lutar”, reforçou a enfermeira oncologista da Rede, Zenaide Carvalho.

“Apesar desse momento está ligado ao ‘mundo do câncer’, é importante que essas pacientes desconectem-se. Saiam com as amigas, continuem no trabalho – se for possível, façam uma caminhada, cuidem da autoestima e da espiritualidade. É um momento em que o isolamento não ajuda em nada”, afirmou a presidente nstituto Oncoguia, Luciana Holtz.

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