quinta, 15 de abril de 2021

Saúde
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Orla de Jacumã tem foco de malária, em Conde, na Grande João Pessoa

Katiana Ramos / 22 de maio de 2019
Foto: Reprodução/Internet
O foco do mosquito que transmite a malária está no trecho das localidades mais próximas à orla de Jacumã, no município do Conde, Litoral Sul do Estado. A informação é da Secretaria de Saúde do município que confirmou ontem o quinto caso da doença este ano na Paraíba. De acordo com a pasta, a mulher foi transferida ainda ontem para o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa. Contudo, o estado de saúde dela era considerado regular.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do Conde, a mulher de 27 anos é moradora do bairro Village, localizado no distrito de Jacumã. Já os outros quatro pacientes diagnosticados com a doença moram respectivamente em Jacumã, nas comunidades Rio do Ouro, Capadócia e Carapibus. Segundo a assessoria da Saúde, as ações de prevenção à propagação da doença e combate ao mosquito vetor estão reforçadas nessas áreas, principalmente nos trechos de mata.

A Secretaria de Saúde informou que a paciente diagnosticada nessa terça-feira (21), foi atendida na Policlínica da cidade. A casa onde ela mora e os demais imóveis vizinhos receberam ações das equipes de Vigilância Ambiental do município e os moradores estão sendo visitados pelos agentes comunitários de saúde.

A assessoria informou ainda que a atuação do carro fumacê não pode ser feita com muita frequência por conta dos danos ambientais causados a outros animais, como insetos e mamíferos que vivem nas áreas de mata da localidade.

A doença



O que é?

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Toda pessoa pode contrair a malária. Mas, No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa, é necessária a participação de um vetor, que no caso é a fêmea do mosquito Anopheles (mosquito prego), infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, porém em menor quantidade.

Sintomas

Febre alta; calafrios; tremores; sudorese; dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Náuseas, vômitos, cansaço, falta de apetite (podem vir antes dos sintomas anteriores).

Como prevenir?

Entre as principais medidas de prevenção individual da malária estão:

Uso de mosquiteiros;

Roupas que protejam pernas e braços;

Telas em portas e janelas;

uso de repelentes.

Já as medidas de prevenção coletiva contra malária são:

Borrifação intradomiciliar;

Uso de mosquiteiros;

Drenagem;

Pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor;

Aterro;

Limpeza das margens dos criadouros;

Modificação do fluxo da água;

Controle da vegetação aquática;

Melhoramento da moradia e das condições de trabalho;

Uso racional da terra.

Casos este ano

1º caso/ 29 de março - Mulher de 35 anos. A paciente foi levada ao HULW com febre e anemia. Após testes, a doença foi confirmada e a paciente liberada no dia 2 de abril.

2º caso/ 5 abril - Homem de 53 anos. Foi medicado e liberado no dia 12 de abril.

3º caso/ 10 de abril - Mulher 40 anos teve o diagnóstico após um teste rápido. Recebeu alta no dia 23 de abril.

4º caso/ 3 de maio - Homem de 64 anos. Deu entrada no HULW no dia 3 e recebeu alta no dia 8 de maio.

5º caso/ 21 de maio - Mulher de 27 anos. Deu entrada no HULW e segue internada em estado regular.

 

 

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