quarta, 14 de novembro de 2018
Saúde
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Mais de 11 mil casos de dengue foram registrados este ano em toda Paraíba

Ainoã Geminiano / 12 de outubro de 2018
Foto: Reprodução
De 1º de janeiro deste ano, até o 1º de outubro, 11.265 casos de dengue foram notificados na Paraíba, o que representa um aumento de mais de 200% em relação ao mesmo período do ano passado. É como se a população inteira de municípios como Fagundes, Litoral Norte, ou Pilar, localizada na Zona da Mata, tivesse contraído a doença. Também foram notificados 1.195 casos de chikungunya e 539 casos de zika.

Nesse período, foram confirmadas 18 mortes em decorrência das arboviroses, sendo três para Chikungunya (Pedras de Fogo, Bayeux e Juazerinho), 13 para dengue (Campina Grande (3), Coremas (3), Juazerinho (2), Sapé, Aroeiras, Baraúna, Picuí, Barra de Santa Rosa e Aparecida) e dois para zika (Campina Grande e Queimadas).

Diante da explosão de casos de dengue, a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) está programando ações de alerta para o período de maior incidência dos casos da doença. Em reunião com Ministério da Saúde (MS) na última terça-feira, foi discutido o planejamento da mobilização que acontecerá durante todo o mês de novembro.

Serão intensificadas algumas ações que já acontecem de forma rotineira, como as visitas domiciliares e realização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa). “Três LIRAas já foram feitos em 2018 e o último do ano será realizado na última semana de outubro”, afirmou o gerente operacional de Vigilância Ambiental, Luiz Almeida.

As ações que acontecerão em novembro servirão para mobilizar e alertar a população para os cuidados durante o verão, especialmente nos meses de janeiro, fevereiro e março, período de maior incidência dos casos de arboviroses. Técnicos da SES ainda estão discutindo o passo a passo da campanha que será realizada no mês de novembro, mas já há uma confirmação de que a mobilização acontecerá de forma simultânea, nos 223 municípios.

DIFERENÇAS

Dengue

Febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias;

Dor de cabeça;

Dores no corpo e articulações;

Prostração;

Fraqueza;

Dor atrás dos olhos;

Erupção e coceira na pele;

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns;

Forma grave: dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas.

Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

Mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, além da febre amarela urbana. Menor do que os mosquitos comuns, é preto com listras brancas no tronco, na cabeça e nas pernas. O macho alimenta-se exclusivamente de frutas. A fêmea, no entanto, necessita de sangue para o amaduremento dos ovos que são depositados separadamente nas paredes internas dos objetos, próximos a superfícies de água limpa, local que lhes oferece melhores condições de sobrevivência.

Chikungunya

Febre alta de início rápido;

Dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos;

Dor de cabeça;

Dores nos músculos;

Manchas vermelhas na pele.

Dor de cabeça;

Febre baixa;

Dores leves nas articulações

Manchas vermelhas na pele

Coceira e vermelhidão nos olhos;

Outros sintomas menos freqüentes: inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

 

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