sexta, 15 de janeiro de 2021

Saúde
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Mais alegria, disposição e saúde com a dança na 3ª idade

Lílian Moraes / 25 de março de 2017
Foto: Rafael Passos
A melhoria da qualidade de vida e a recuperação da vivacidade do corpo são possíveis e tem uma aliada forte, a dançoterapia. A atividade agrega aos benefícios da dança, um maior contato social com os outros participantes através das atividades que promovem a formação de amizades e fortalecimento de laços afetivos, proporcionando bem estar físico e mental, trabalhando em prol da manutenção, resgate e aprimoramento das capacidades funcionais dessas pessoas. A informação é da educadora física, Karla Françoise , especialista em gerontologia, dançoterapia, saúde mental e atividade física para terceira idade.

“Os principais alvos da dançoterapia são as pessoas idosas que perdem ou têm comprometida a capacidade funcional, que faz parte processo natural de envelhecimento, quando o corpo torna-se funcionalmente lento, havendo uma redução na velocidade de reação, diminuição da capacidade de memorização, diminuição da massa muscular”, explica.

A dança é a atividade física que tonifica os músculos e promove uma melhoria na habilidade para realizar tarefas da vida diária, além de melhoras significativas, entre outras nas condições de saúde, como controle de estresse, obesidade, doenças coronarianas, diabetes.

A dança auxilia na melhora da capacidade motora, permitindo um conjunto de movimentos cada vez mais complexos. De maneira geral a atividade física ajuda o organismo a diminuir seu processo degenerativo, prolongando o tempo de vida saudável das pessoas.

Qualidade de vida

A aptidão funcional, ou capacidade funcional, é definida como o estado que permite desempenhar as atividades da vida diária de forma segura, eficaz e sem cansaço excessivo. O processo de envelhecimento é acompanhado, muitas vezes, por um estilo de vida inativo, que favorece as incapacidades e a dependência. Para a professora Karla Françoise, as mulheres em idades que variam dos 50 aos 80 anos melhoram, significativamente, a qualidade de vida quando frequentam suas aulas. “A dança é efetivo para melhorar e manter a aptidão funcional de mulheres com 50 a 80 anos. Com a prática vai haver uma melhora  da agilidade, equilíbrio dinâmico e resistência de força de membros superiores e manutenção da flexibilidade, coordenação motora e resistência aeróbia geral. Além de ser uma opção para pessoas que não gostam ou não podem praticar outras modalidades esportivas”, diz a professora.

Com as aulas podem-se evitar as doenças, incapacidades ou limitações funcionais que são decorrentes da perda contínua da função dos órgãos e sistemas biológicos, podendo levar à dependência de outras pessoas ou de equipamentos específicos para a realização das atividades da vida diária, comum nesta época da vida.

Na dançoterapia, o trabalho funcional é o carro chefe da prática, além da dança. “O aluno é trabalhado desde a coordenação motora geral, memorização,  agilidade, equilíbrio, capacidade de reação, ritmo, socialização, concentração, entre outras áreas. Atividades que com o passar dos anos vão se perdendo e é necessário resgatá-los para se ter uma vida longa e com qualidade”, afirma Karla.



Benefícios da dança para os idosos

A especialista explica que trabalha de forma funcional, para que as pessoas na terceira idade possam ter vida longa, porém com qualidade. “Todos os trabalhos dentro da aula são realizados de forma que vá servir no dia á dia de forma que suas vidas funcione melhor . A dança trabalha a coordenação motora geral, equilíbrio, memorização, agilidade, elasticidade  , além de outras qualidades físicas.Exercita a mente , ajuda no combate a depressão , angústias , falta de motivação para a vida..A dança tem modifica pessoas , trazendo otimismo , vontade de viver , ser feliz mesmo em idade avançada ! Diminui o estresse, a timidez,  e ansiedade, além de trabalhar a concentração e memória!”

Todos os ritmos

Se engana quem pensa que dança para a terceira idade são apenas movimentos len tos. De acordo com Karla Françoise, são trabalhados a maioria dos ritmos mundiais. “Eles não se tornam  bailarinos , mas vivenciam todas as danças, tais como mambo, forró, merengue, samba, fox, danças orientais, danças espanholas, twist, salsa, rock entre outras, além de trabalhar também a expressão corporal , pois isso é fundamental na dança.Eles vivenciam também encenações teatrais , pequenos jogos e festividades sociais”, explica a especialista.

A especialista explica que as pessoas chegam tímidas e com o tempo melhoram. “Elas chegam inibidas pela própria vida que levavam antes de praticarem a dança, onde algumas senhoras foram podadas a vida inteira por seus maridos e os mesmos nunca as deixaram dançar. Hoje elas estão soltas, mais seguras de si, determinadas e sem timidez. A dança eleva  a autoestima e isso é um fato bastante positivo”, ressalta.

A aula em si não é só dança, segundo a professora. “Para se trabalhar dança e atividade física com idosos é necessário ser um educador físico,  ter um profundo conhecimento do corpo humano e das limitações físicas com o passar da idade ,  ter conhecimentos da psicologia, sociologia, gerontologia.Engana-se quem pensa que basta ter conhecimento de dança para trabalhar com a terceira idade”, alerta a especialista.


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