segunda, 20 de maio de 2019
Saúde
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Hospital Materno-infantil de Bayeux é interditado pelo Conselho de Medicina da PB

Lucilene Meireles / 21 de dezembro de 2018
Foto: Divulgação
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente o Hospital Materno Infantil João Marsicano, do município de Bayeux, na Grande João Pessoa. Um dos motivos é a falta de esterilização no local, mas há outros problemas como a falta de monitores cardíacos e aspiradores para bebês que nascem. A decisão foi tomada após vistoria realizada nessa quinta-feira (20). Foi constatado que a unidade não cumpriu acordo feito há 15 dias, quando houve a primeira inspeção. Na ocasião, o CRM-PB observou várias irregularidades e foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A decisão começou a valer à meia noite.

Até que todos os problemas sejam sanados, nenhum paciente pode dar entrada no hospital, onde permanecem apenas os que estão internados. “Estamos interditando porque o hospital está sem ninguém na direção. O diretor geral, o diretor técnico e o diretor de enfermagem pediram demissão e não tem quem responda pelo hospital. Na parte de esterilização, demos um prazo de 15 dias a partir da primeira visita e não foi atendido absolutamente nada. Os médicos estão soltos e não têm nem a quem se dirigir. Não temos outra alternativa”, justificou o diretor de Fiscalização do CRM, João Alberto Morais Pessoa. O pedido de exoneração dos diretores da unidade foi feito na quarta-feira, dia 19.

Ele explicou que, no que diz respeito à esterilização, a falta de uma limpeza adequada do ambiente, equipamentos, pode trazer sérios riscos à saúde dos pacientes. Por outro lado, garantiu que nenhum dos que estão internados terá que sair do prédio. “Todos os internos continuam no hospital até a alta do último. Quem precisar de maternidade, vai ter que procurar maternidades de João Pessoa ou Santa Rita”, acrescentou.

No dia 6 de novembro, o CRM-PB interditou eticamente os médicos do hospital porque a Vigilância Sanitária havia interditado o bloco cirúrgico e a central de esterilização da unidade hospitalar. No dia 7 de dezembro, o hospital foi desinterditado com a promessa de que os problemas seriam resolvidos. Porém, nada foi feito.

“Os gestores tiveram um prazo de 15 dias para fazer o contrato com uma nova empresa para a central de esterilização e usariam os monitores cardíacos de outro hospital. No entanto, o prazo terminou e nenhuma providência foi tomada. Como uma maternidade pode funcionar sem esses equipamentos? Também soubemos que não há aspiradores para os bebês que nascem. É um risco para a população e para os médicos”, destacou o diretor de Fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, João Alberto Pessoa.

Apesar da situação, ele disse que apenas pacientes graves serão recebidas. “Se chegar uma paciente com risco de vida também será atendida. Mas o hospital não tem condições de internar mais ninguém para que não haja um problema mais grave”, concluiu.

O CORREIO tentou contato por telefone com a Prefeitura de Bayeux, mas não obteve sucesso.

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