terça, 26 de janeiro de 2021

Saúde
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Hanseníase não sumiu e ainda mata paraibanos

Katiana Ramos / 28 de janeiro de 2017
Foto: Rafael Passos
As complicações por hanseníase mataram 51 pessoas na Paraíba nos últimos cinco anos e a doença, que já foi um estigma social, infectou 444 pessoas somente em 2016. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Os números do ano passado revelam que pelo menos um novo caso de hanseníase era registrado por dia na Paraíba. Ou seja, 11,3 casos para cada 100 mil habitantes. Em uma análise tomando como base os últimos cinco anos (2012-2016), os números da SES mostram uma redução de 37,7% no número de pacientes com a doença. Já o número de óbitos em decorrência das complicações relacionadas caiu pela metade, considerando o mesmo período.

Contudo, a situação ainda é preocupante e o Estado ainda não está livre da proliferação da hanseníase, segundo explicou a chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas da SES, Lívia Borralho.

“Estamos em uma região endêmica e ainda não estamos em eliminação da doença. Esse número de casos pode revelar a dificuldade e a não sensibilidade dos profissionais de saúde em identificar, de forma precoce, as manchas e os outros sinais que indiquem a doença”, disse.

Neste domingo (29), quando é lembrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase, Lívia Borralho alerta para a importância do diagnóstico precoce e continuidade do tratamento para evitar o agravamento do quadro de saúde e o contágio.

“É preciso que os profissionais da Atenção Básica tenham um olhar mais apurado para diagnosticar a hanseníase, façam a busca ativa e alertem os pacientes sobre o tratamento, porque a hanseníase tem cura”, reforçou.

Como e onde tratar. O diagnóstico e tratamento da doença devem, preferencialmente, acontecer nos serviços de atenção básica (USF). Todas as Unidades de Saúde da Família são orientadas e/ou participam de qualificações relacionadas ao manejo clínico da doença, atividades realizadas pelo Núcleo de Doenças Endêmicas e em parceria com o Hospital Clementino Fraga e Gerências Regionais de Saúde.



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