sábado, 19 de junho de 2021

Saúde
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“Há vida depois do infarto”: médico dá dicas de como viver bem após problemas no coração

Maurílio Júnior / 09 de setembro de 2015
Foto: Ilustração
Mais de 4 mil paraibanos morreram este ano por problemas no aparelho circulatório, 1.243 somente de infarto. A quantidade assusta, porém, outros tantos conseguem sobreviver a esses ataques. Setembro é oficialmente o mês do coração. E para saber a relação dos pacientes com o problema, a reportagem do Jornal Correio da Paraíba Online conversou com o cardiologista Helman Campos Martins, que garantiu: “Há vida depois de um infarto”.

“A vida não vai piorar. É o que tenho falado para os meus pacientes. Pelo contrário, vai melhorar. Há vida depois de um infarto. Óbvio que, estes, irão tomar maiores cuidados, sobretudo, no seu estilo de vida, acrescentando uma atividade física, uma caminhada, uma hidroginástica. Outro ponto que temos visto é a redução no uso do cigarro, no quadro de pessoas que já sofreram um infarto. Isso reduz o risco de uma nova recorrência”, disse.

De acordo com a Federação Mundial do Coração, 80% das mortes são em função de quatro fatores de risco: tabagismo, dieta inadequada, natividade nociva, uso nocivo de álcool.  Sobreviver a um episódio como esse torna obrigatória a mudança de hábitos, como, por exemplo, iniciar uma atividade física.

“Nestes casos, a atividade física é fundamental. Seja um exercício aeróbico, caminhar ou uma hidroginástica. Sempre de forma proporcional ao perfil do paciente, a idade e claro, as condições físicas”, explicou. “Além das medicações, para diminuir o colesterol de maneira continua, também é importante uma dieta saudável. E, fumar nem pensar”, acrescentou.

Em muitos casos, o ataque de infarto está relacionado à idade do indivíduo. Segundo Martins, a vulnerabilidade do homem é maior. “Depende do gênero. O homem, a partir dos 40 anos, está sujeito a uma maior prevalência, enquanto as mulheres, até pelo seu sistema hormonal, tende a sofrer algum problema de coração, caso não se cuide, a partir dos 50, 55 anos. Depois dessa faixa etária, os gêneros equivalem”, revelou.

Para conscientizar a população sobre as doenças cardiovasculares, o Ministério da Saúde criou a campanha “Setembro Vermelho”, quando são agendadas várias ações educativas pelo Brasil. O mês foi escolhido, porque no dia 29 é comemorado o Dia Mundial do Coração.

 

 

 

 

 

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