sábado, 19 de setembro de 2020

Saúde
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H1N1: isolar paciente com suspeita é necessário?

Rammom Monte / 26 de maio de 2016
Foto: Divulgação
O H1N1 voltou a causar mortes esse ano e a assustar a população. Na Paraíba há 158 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) notificados, de acordo com boletim da Secretaria Estadual de Saúde no período de 1º de janeiro a 7 de maio. Em 12 já foram confirmados o H1N1. São oito mortes confirmadas, entre as 27 notificadas. E ao primeiro sinal da doença vem o temor de que ela se agrave e venha a culminar em óbito. Por isso, muitos se perguntam se há a necessidade de isolamento do paciente ao apresentar os sintomas de H1N1.

A secretaria afirma que o paciente com SRAG deverá sim ser encaminhado para isolamento respiratório. Porém, as pessoas com sinais leves de gripe podem permanecer em suas casas com cuidados de repouso, hidratação, alimentação adequada e adotar medidas de prevenção através do uso de "etiqueta respiratória", devendo procurar atendimento médico em caso de aumento dos sintomas ou se for portador de comorbidades (quando ocorre a associação de pelo menos duas patologias num mesmo paciente).

E, caso esses pacientes precisem realmente de isolamento médico, a garantia da secretaria é que o número de leitos é suficiente e que até o momento não houve registro de superlotação no Estado. De acordo com o Núcleo de Atenção Hospitalar (NAH), o Hospital Clementino Fraga é referência em doenças infectocontagiosas e conta com 147 leitos. Além desses, o Estado conta com os leitos isolados nos hospitais regionais que são as enfermarias e UTI. Juntas essas últimas contabilizam 29 leitos, o que dá o total geral de 176.

Segundo a Secretaria de Saúde, “as condutas para pacientes suspeitos de influenza (gripe) por Síndrome Gripal (SG) ou por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) devem ser realizadas ainda durante a suspeita, independente de resultado laboratorial”.

Riscos de o paciente ficar em casa

Ainda segundo a secretaria, a evolução da gripe (influenza) geralmente tem resolução espontânea por ser uma doença autolimitada e apenas alguns casos evoluem com complicações. O órgão orienta os pacientes a seguirem as orientações abaixo para evitar o contagio tanto em domicilio,  ou qualquer outro ambiente que se tenha contato com outras pessoas.

- Lavar as mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições, após tossir ou espirrar;

- Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável;

- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

- Não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca;

Não há motivos para pânico

A Secretaria de Saúde alertou que o fato de ter resultado confirmado para o subtipo H1N1 não significa que é um caso grave ou que tenha que ser isolado. Segundo o órgão, é apenas um vírus respiratório circulante em nosso meio desde 2009, não havendo necessidade de pânico, pois é sazonal. O exame específico realizado em pacientes internados com síndrome respiratória aguda grave é a coleta de nasofaringe, que é encaminhada ao laboratório de referencia no estado (LACEN-PB) e posteriormente enviada para laboratório de referencia nacional onde será feita a análise (Instituto Evandro Chagas).

A secretaria orienta para que 100% dos casos internados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sejam coletados, porém devem ser observados o período de oportunidade para o não comprometimento na qualidade da amostra laboratorial, ou seja, pacientes que já estejam fazendo o uso de antivirais a mais de 48h e/ou pacientes que estejam com mais de sete dias do primeiro dia de sinais e sintomas, não devem ser coletados.

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