quarta, 17 de julho de 2019
Saúde
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Farmácia presta serviço de saúde humanizado há 50 anos

Luís Eduardo Andrade / 16 de outubro de 2017
Foto: Luís Eduardo Andrade
“Só pega verme se colocar dois dedos na boca. Um só não pega não. (Risos). Vá com Deus”. O carinho e atenção que Arnaldo Poggi Lins tratou uma mãe preocupada com sua filha de apenas oito anos, revela a relação que o farmacista construiu com seus clientes ao longo de mais de 50 anos cuidando da saúde das pessoas e desenvolvendo uma atividade econômica de sucesso.

O pequeno Arnaldo de 10 anos de idade, que trabalhava na ‘Farmácia do Seu Luiz’ na década de 1960 nem imaginava que, no futuro, fundaria uma das maiores e mais tradicionais farmácias de João Pessoa. Após anos de aprendizagem no estabelecimento de Seu Luiz, que para Arnaldo foi uma escola, o jovem de apenas 25 anos fundou o que seria um dos empreendimentos mais conhecidos de toda a Capital paraibana: a Farmácia do Arnaldo.



Porém, o sucesso não veio da noite para o dia. A intimidade, compromisso e principalmente a atenção com os clientes da farmácia rapidamente tornou-se marca registrada. Arnaldo revela que os estabelecimentos farmacêuticos mudaram bastante desde o início de sua jornada até hoje. Se os impostos eram menos cruéis, a variedade de produtos era fraca. O empresário mostra que, apesar dos seus 61 anos, está bem por dentro das transformações que o ramo vem sofrendo. “Antigamente a margem de lucro era outra, era incomparável a hoje. O sistema tributário mudou muito. Hoje você ganha dinheiro mais com outros produtos. Farmácia não é só farmácia, é um drugstore, que oferece diversidades de produtos ligados à saúde e cosmética. Antigamente era só medicamento e produto de higiene, hoje é um mix muito avançado”, garante Arnaldo.

Serviço humanizado



O grande diferencial da Farmácia de Arnaldo é, de fato, a humanização. O empreendimento rompe as barreiras do comércio e chega até o ramo do serviço de saúde. Os clientes que chegam até Arnaldo não apenas compram remédios receitados por médicos, mas têm um atendimento farmacêutico especializado e personalizado. E o método, fideliza. “Faz 40 anos que venho em Arnaldo. Se tenho algum problema menos grave, venho aqui”, garante Godofredo Matos, de 76 anos. Sua esposa, Aurizete Matos vai além. “Ele acerta mais que o médico”. Todavia, o Conselho Federal de Farmácia orienta que a parceria entre médicos e farmacêuticos deve existir em benefício da saúde da população.



Conforme atestado por seu Godofredo e dona Aurizete, em João Pessoa criou-se uma cultura de ir à Farmácia. E como toda cultura que surge, existe uma motivação. Neste caso: a confiança. “É uma questão de confiança. Esse tipo de comercio é confiança, não é todo comércio em que você confia. São 50 anos de estrada. É uma referência”, garante o farmacista Arnaldo.

Empreendimento de sucesso



Além da farmácia, Arnaldo anexou um posto de enfermagem a seu estabelecimento. No anexo, são oferecidas injeções, testes de glicose, retirada de pontos e vários outros serviços de enfermagem. Para isso, Arnaldo garante o treinamento e formação superior de todos os funcionários. Mas se engana quem pensa que a capacitação oferecida pelo farmacista é apenas técnica. A atenção e cuidado para com os clientes também são ensinadas e exigidas por Arnaldo. E por falar em funcionários, o quadro atual de colaboradores da Farmácia do Arnaldo mostra a pujança que está presente no empreendimento. Se no início de tudo, Arnaldo dividia as funções da farmácia com um farmacêutico, atualmente, o empreendedor emprega diretamente 19 pessoas, entre farmacêuticos, balconistas, secretários, enfermeiros, técnicos e médicos.



E como todo empreendimento de sucesso, o crescimento foi inevitável. Se no início de tudo, a farmácia ficava em um prédio em conjunto com uma churrascaria, desde 2015 Arnaldo comanda um complexo inteiro com vários serviços voltado para saúde da população. Além da farmácia e do posto de enfermagem, uma policlínica administrada por médicos parceiros foi aberta para integrar o estabelecimento.

Amor





Por fim, Arnaldo atesta que o amor, principalmente pela função e pelos seres humanos, é o que lhe motiva a continuar no ofício. “Eu me sinto realizado na minha vida porque eu faço por amor. Meu trabalho é feito com amor. Deus disse assim: se tudo na vida que tu fizerdes não fizerdes com amor, nada adiantará. Meu trabalho é amor. Por isso que até hoje, eu estou com 61 anos e não me canso de fazer o que faço. A resposta é o amor”.

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