quinta, 18 de abril de 2019
Saúde
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Faltam médicos no Hospital do Valentina Figueiredo, em JP

Katiana Ramos com assessoria / 14 de março de 2019
Foto: CRM-PB
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) realizou uma inspeção no Hospital do Valentina, em João Pessoa, ontem, após a denúncia de que há uma defasagem de médicos na unidade de saúde. Foi constatado, pela escala médica apresentada, que em alguns dias apenas um ou dois médicos estão no plantão do hospital que atende cerca de 200 crianças por dia na emergência e em torno de 60 no ambulatório. Além disso, o hospital possui três salas cirúrgicas, sendo que apenas duas estão sendo utilizadas e abaixo de sua capacidade.

O CRM-PB deu um prazo até amanhã para que a direção do hospital envie ao Conselho a escala com os profissionais médicos que atuarão nos plantões. “Este é um hospital muito importante para a população de João Pessoa. Não pode ficar com a escala de médicos incompleta. É um risco para os pacientes e para os profissionais. O hospital deveria ter pelo menos quatro médicos a cada turno e, em alguns dias, há apenas um profissional”, disse o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

O CRM-PB também havia recebido denúncia dos médicos de que a diretoria geral e a diretoria técnica do hospital haviam pedido exoneração, em função dessa falta de estrutura que a unidade vem enfrentando. No entanto, ontem, representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que receberam a equipe de fiscalização do CRM-PB durante a inspeção, informaram que já foi nomeado um novo diretor técnico interinamente para o hospital.

O diretor de fiscalização do CRM-PB ainda acrescentou que irá agendar uma reunião, na próxima semana, com o Ministério Público Federal, os secretários Estadual e Municipal de Saúde, além da diretoria dos hospitais do Valentina, do Arlinda Marques e do Hospital Universitário Lauro Wanderley, que são referências no atendimento pediátrico em João Pessoa. “Frequentemente estamos recebendo denúncias de médicos, pacientes e acompanhantes da falta de estrutura, superlotação, dentre outros problemas nos hospitais infantis da Capital. Precisamos resolver esse problema urgentemente”, completou João Alberto.

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