segunda, 12 de abril de 2021

Saúde
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Especialista destaca importância da mamografia para diagnóstico de câncer

Beto Pessoa / 05 de outubro de 2017
Foto: Reprodução
Apesar do Ministério da Saúde recomendar mamografia somente depois dos 50 anos de idade, especialistas têm defendido o procedimento já a partir dos 40, dado o aumento nos casos de câncer de mama em mulheres mais jovens. Por isso, neste Outubro Rosa, médicos reforçam a importância desse exame, muitas vezes confundido com a ultrassonografia das mamas.

Quem explica a diferença é a mastologista da Unimed João Pessoa, Jeane Sandra Nogueira, que destaca a importância dos exames. “A mamografia é considerada o exame ‘padrão ouro’ do rastreamento do câncer de mama. A ultrassonografia funciona como complemento ao exame mamográfico, é usado nos casos de mama densa, para diferenciar nódulo sólido de cisto e guiar procedimentos”.

A médica reforça que a ultrassonografia de mama não substitui a mamografia, salvo em casos especiais. “Só substituímos se for uma paciente muito jovem, porque para essas não adianta pedir a mamografia, já que a sensibilidade dela é muito baixa, pela textura da mama. Se for uma paciente que está dentro do grupo de risco, sobretudo se tem histórico familiar, já solicitamos a mamografia a partir dos 35 anos”, disse a mastologista Jeane Sandra Nogueira.

No ano passado, 243 pessoas morreram de câncer de mama na Paraíba, segundo dados do Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Em 2017, já foram 122 mortes pela doença no Estado. A expectativa do Inca é que este ano o país registre 57 mil novos casos da doença, projeção que reforça a necessidade de cuidados, destaca a médica.

“Percebemos cada vez mais casos e em mulheres mais jovens, por isso defendemos a realização dos exames a partir dos 40 anos. Alguns fatores aumentam o alerta: ser mulher, já que a maioria das doenças acomete esta parcela da população, apesar de também atingir homens, bem como as questões hereditárias, pessoas com histórico de câncer de mama na família’, explicou Jeane Sandra Nogueira.

Fatores de risco

De acordo com a especialista, hábitos cotidianos também influenciam no surgimento da doença.

“Pessoas que não adotam rotinas saudáveis, obesos, fumantes e etílicos podem ter mais chance de desenvolver a doença. Mulheres expostas a longos períodos hormonais, que tiveram a menstruação cedo e menopausa tarde, aumentam esse risco”, disse.

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano. A doença também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos.

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não.

A maioria dos casos tem bom prognóstico, mas a atenção deve ser rotineira, explica a médica. “Não somente o autoexame é importantíssimo, como também a consulta regular ao médico, sobretudo se a paciente faz parte do grupo de risco”, disse a mastologista Jeane Sandra Nogueira.

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