sábado, 05 de dezembro de 2020

Saúde
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Dois milhões de camisinhas para prevenir no carnaval

Aline Martins / 06 de fevereiro de 2016
Foto: Divulgação

Os municípios paraibanos receberam 2 milhões de preservativos para distribuir com os foliões que vão participar das festas de Carnaval no Estado. A prevenção ainda é o principal meio de se evitar não só a gravidez indesejada, mas também as doenças sexualmente transmissíveis (DST), principalmente a Aids – doença que ainda não tem cura. A Paraíba no ano de 2015 teve 132 casos de óbitos por Aids.



De acordo com a gerente operacional das DSTs/Aids e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena, o objetivo da SES é diagnosticar precocemente a doença para que se inicie de imediato o tratamento. “O O HIV não tem cara e muitas pessoas não sabem que tem o vírus e acabam transmitindo, principalmente nesse período de Carnaval e só descobrem depois da festa”, afirmou, destacando que os preservativos podem ser pegos, em qualquer quantidade conforme determina a nota técnica número 13 de 2009 do Ministério da Saúde, nos postos de saúde do Estado.

Ainda segundo a gerente operacional da SES, a semana após o Carnaval, muitos foliões em dúvidas, por não terem utilizado a camisinha, lotam as unidades de saúde em busca de informações e de fazer os testes. Ela lembrou que é necessário esperar 29 dias para fazer os testes rápidos, que são 100% confiáveis.

No entanto, explicou que, caso a pessoa ainda esteja na janela imunológica (no período de replicação do vírus na corrente sanguínea, que tem até 29 dias), a pessoa faça o teste neste período pode ter um resultado de um falso negativo devido à janela imunológica, e deve ser refeito. Em casos de estupro ou mesmo relação consentida, mas sem camisinha, se a mulher estiver com receio de ter sido infectada, pode procurar em um período máximo de 72h após a relação, uma unidade de referência para tomar as profilaxias.

“Uma vez que quanto mais cedo diagnosticar (a pessoa apenas com o vírus HIV) será iniciado o tratamento e consequentemente a pessoa terá uma melhor qualidade de vida. Já as pessoas que são diagnosticadas com Aids, essas já tem a doença e precisa também iniciar o tratamento, uma vez que o organismo já se encontra debilitado e pode vir a adquirir doenças oportunistas como a tuberculose, dessa forma levando as pessoas ao óbito”, ressaltou Ivoneide.

Unidades de referências:

- Hospitais universitários de João Pessoa e Campina Grande;

- Maternidades Frei Damião, Cândida Vargas (João Pessoa);

- Hospital Clementino Fraga (João Pessoa);

- SAE Campina Grande

- Maternidade de Patos

Casos de Aids na Paraíba

- 2015: 731 (sendo 509 do sexo masculino e 222, feminino);

- 2016: 25 (sendo 6 do sexo feminino e 19 masculino )

 

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