terça, 13 de abril de 2021

Saúde
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Diretrizes de vigilância na saúde são discutidas em conferência estadual em JP

Aline Martins / 11 de outubro de 2017
Foto: NALVA FIGUEIREDO
Elaborar propostas para fortalecer os programas e ações relacionadas à vigilância em saúde na Paraíba. Assuntos voltados a esse tema estão sendo discutidos, até esta quarta-feira (11), durante a 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde e as propostas apresentadas serão sugeridas para a consolidação da Política Nacional de Vigilância em Saúde. O evento acontece no Teatro Paulo Pontes, no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa.

A secretária de Estado da Saúde, Cláudia Veras, destacou que a vigilância não se resume apenas ao ato de vigiar, mas também “utilizar informações da saúde” para fomentar ações preventivas e de controle. Um exemplo disso foi o número de mortes de doenças cardiovasculares, que representam 50% do total de óbitos na Paraíba. A partir disso, uma ação foi destinar o Hospital Metropolitano de Santa Rita, que está em construção, pode se tornar referência nesse tipo de atendimento.

Hoje, após os debates, serão eleitos 36 delegados para representar a Paraíba na Conferência Nacional em Vigilância em Saúde, que acontece de 29 de novembro a 1 de dezembro, em Brasília (DF). Nessa Conferência se aprovará ou não as propostas enviadas por cada estado. Segundo o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Eduardo Cunha, a vigilância é uma atividade importante para a descoberta de patologias que acometem a população. “É a 1ª Conferência de Vigilância em Saúde do Brasil pelo Conselho Nacional de Saúde e ocorre em virtude do ano passado terem acontecido àquelas epidemias de chikungunya, Zika, dengue. Para que não aconteça de novo, estamos fazendo isso para abrir alerta para não só essas doenças, mas todos os agravos da população”, afirmou.

A secretária Cláudia Veras lembrou que esse evento é uma oportunidade para discutir com todos os interlocutores que fazem a constituição do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre as diretrizes da Vigilância. “A gente não pensa mais só a vigilância como uma questão apenas para vigiar pessoas que estão com doenças ou digamos, evitar a transmissão de doenças, e sim pensar em uma conjuntura maior onde a gente possa agregar a saúde e agregar a utilização das informações de saúde”, afirmou.

De acordo ainda com a secretária, dentro do tema vigilância em saúde inclui vigilância epidemiológica, sanitária, saúde do trabalhador e o trabalho com as doenças imunopreveníveis. “A ideia é que a gente possa reunir as propostas de ações que deverão direcionar ao longo de 4 anos as ações que serão da vigilância em saúde referendas por uma participação que a gente chama popular porque não tem só gestores, mas trabalhadores e usuários”, disse. Além disso, Veras contou que a partir de um acompanhamento da Secretaria, que percebeu que 50% dos óbitos no estado, estão relacionados a doenças cardiovasculares (AVC e infarto) pode-se tornar referência o Hospital Metropolitano de Santa Rita para atendimento desses tipos de doenças. Contudo, a unidade hospitalar ainda está em construção.

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