sábado, 26 de maio de 2018
Saúde
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Dia do Médico é comemorado hoje no Brasil com reivindicações, críticas e esperança para categoria

Lucilene Meireles e Ainoã Geminiano / 18 de outubro de 2015
Foto: Divulgação
Enfrentar uma carga horária exaustiva, deixar a família em segundo plano, passar o Reveillon de plantão e ter uma vida social quase nula são alguns aspectos da realidade que um médico enfrenta. Além disso, a falta de estrutura do sistema público de saúde poderia desanimar o profissional. Entretanto, o que para muitos seria motivo de desistir e buscar outras ocupações, para eles é um desafio diário que tem como recompensa o reconhecimento dos pacientes.

Quando o cardiologista Lauro Wanderley Filho decidiu que iria estudar Medicina, tinha um objetivo. Queria ser um ajudador das pessoas. Durante os 36 anos de profissão, ajudou a salvar muitas vidas e perdeu as contas de quantos pacientes atendeu. Nessa trajetória, muitas coisas chamaram sua atenção, mas algo sempre lhe toca com mais intensidade. A carência que as pessoas têm de serem ouvidas e a necessidade de uma saúde que atenda às necessidades básicas de cada um.

Ele admitiu que a situação tem levado os profissionais a se sentirem desestimulados e acrescentou que a saúde é mal gerida. “Enquanto a elite tem acesso a meios modernos em ilhas de excelência científica, a grande massa é totalmente desassistida no básico”. O hepatologista José Eymard de Medeiros Filho, 43, que exerce a profissão há 25 anos, acrescentou que a situação é realmente difícil e os médicos acabam sendo responsabilizados.

O especialista lembrou que o esforço para cuidar dos pacientes é imenso. Em 2004, realizou o primeiro transplante de fígado da Paraíba. “Esse momento marcou muito, não só pelo resultado, mas pelo simbolismo. O transplante aconteceu no dia 7 de junho. Eu comemorava meu aniversário e tive que deixar a festa e correr para o hospital. Foi uma vitória”. Para ele, o retorno financeiro é satisfatório, mas não há horários regulares de plantões e a família acaba sendo sacrificada. Além disso, o custo para se manter atualizado é alto.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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