sexta, 05 de março de 2021

Saúde
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Desde 2013, o número de mortes por câncer de próstata aumentou 12% na Paraíba

Beto Pessoa / 20 de junho de 2017
Foto: Divulgação
Mais comum que os demais, o câncer de próstata é também o que mais mata: este ano já foram 115 óbitos na Paraíba, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Entre 2013 e 2016 o número de óbitos subiu quase 12%, pulando de 289 mortes para 323. Na avaliação do diretor da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o médico Alfredo Canalini, os números mostram a importância da realização do exame de próstata para identificação da doença, sobretudo para aqueles inseridos no grupo de risco: homens com familiares que já tiveram este câncer, obesos e pessoas negras. Comente no fim da matéria.

“A recomendação é que o rastreamento seja realizado a partir dos 50 anos de idade, mas as pessoas que fazem parte deste grupo de risco precisam começar a realizar o exame mais cedo, a partir dos 45 anos. O diagnóstico antecipado é determinante para a cura da doença”, destacou o especialista.

Além da predisposição genética, os hábitos cotidianos também podem influenciar o aparecimento da doença. “Uma pesquisa com os japoneses mostrou que, quando eles moram e adotam as práticas alimentares do seu país, o índice de câncer de próstata é pequeno, mas quando passam a morar nos Estados Unidos isso tem um aumento significativo. Pessoas que praticam exercícios, realizam dieta com pouca gordura animal e mais frutas e cereais têm menos probabilidade de desenvolver o câncer”, alerta o diretor da SBU, Alfredo Canalini.

Dor nas costas, dificuldade para urinar e presença de sangue na urina são alguns dos sintomas que podem indicar o câncer de próstata.

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