quarta, 12 de maio de 2021

Saúde
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Suicídio é problema de saúde pública, dizem psiquiatras

Júlio Silva / 04 de setembro de 2015
O médico, psiquiatra e escritor Augusto Cury dá o diagnóstico desta geração: depressão. Segundo a OMS, 27,5% da população mundial terá pelo menos um episódio depressivo na vida. Cury fez palestra nessa quinta-feira (03) na Convenção das Unimeds e Unicreds Norte e Nordeste, em João Pessoa, sobre como a sociedade deve lidar com o mal do século. “No território da emoção, em cinco segundos podemos mudar a história de um ser humano. Por isso vender sonhos é vital. Temos de abraçar mais, criticar menos; elogiar mais, excluir menos. Temos que mudar a era do apontamento de falhas, do constrangimento e da crítica para a era da promoção e gestão da emoção. Valorizar o ser humano que erra, mais do que o seu erro”, aconselhou.

Segundo ele, ao invés da pessoa ser escrava do problema, deve abrir a mente para novas possibilidades, ‘vender’ sonhos para si. Ele afirma que as preocupações diárias, as experiências ruins, ficam armazenadas na nossa mente e precisam ser limpas para que elas não se tornem algo sufocante.

Cárcere psíquico. “Temos que duvidar, criticar e determinar. Quando eu tenho medo do amanhã, medo que não vou conseguir sobreviver, eu devo entrar na minha mente e duvidar de tudo aquilo que me asfixia, porque tudo aquilo que eu creio me controla. Se aquilo que eu creio se torna uma masmorra, eu estou num ‘cárcere psíquico’. Se eu não critico no silêncio da minha mente, não faço a higiene mental, então pensamentos perturbadores, sofrimento, preocupações excessivas são registradas no córtex cerebral, não podendo ser mais deletadas acumulando lixo no cérebro”, explicou.

Augusto Cury ressalta que a educação não contribui para a formação psíquica. “Nossa educação é muito cartesiana. É excessivamente cognitiva, ensinando raciocínio, memória, pensamento lógico, mas não ensina habilidades socioemocionais, como se colocar no lugar do outro, pensar antes de reagir”, disse

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