segunda, 12 de abril de 2021

Saúde
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De janeiro e maio deste ano, a Paraíba já registrou 833 óbitos por infarto do miocárdio

Beto Pessoa / 14 de julho de 2017
Foto: ANTÔNIO RONALDO
A Paraíba já registrou 833 mortes por infarto agudo do miocárdio entre os meses de janeiro e maio deste ano, em média mais de 160 por mês, segundo dados do Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM). Os dados reforçam a necessidade de cuidados com a saúde do coração, revelam especialistas. Comente no fim da matéria.

O cardiologista José Pedrosa é categórico: o infarto está cada vez mais comum na sociedade e a perspectiva é que continue atingindo cada vez mais pessoas. “As estimativas apontam que até o ano de 2025 será a doença que mais matará em todo mundo. A obesidade é um problema mundial, isso tem aumentado o colesterol e triglicerídeos, que contribuem para a doença”, disse.

Obesidade, hábitos irregulares e condições hereditárias são alguns dos fatores que contribuem para o aparecimento do infarto, entretanto outros grupos de risco devem ficar atentos, explica o cardiologista. “Existem os fatores hereditários, então pessoas com casos na família devem ficar atentas. Pessoas hipertensas, doentes renais, fumantes e diabéticos também devem ficar atentos pois estão dentro dos fatores de risco”, explicou o cardiologista.

Os sintomas são vários: dor e sensação de pressão no peito, que podem migrar para braço e mandíbula, cansaço e suores intensos associados também podem indicar algum problema. Hábitos saudáveis devem ser adotados para que os riscos da doença diminuam. “É necessário adotar uma dieta balanceada e praticar exercícios físicos, assim você controla os fatores de risco que podem desenvolver a doença”, disse João Pedrosa.

De acordo com o especialista, realizar check-ups rotineiros podem ajudar a prever este e outros problemas cardíacos. “Pessoas jovens, antes de entrar numa academia, por exemplo, precisam fazer uma avaliação. Isso pode ajudar a descobrir a miocardiopatia hipertrófica, uma doença comum em jovens e atletas, grupos que não esperam doenças cardíacas, mas podem morrer de forma súbita”, explicou o médico.

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