quarta, 26 de junho de 2019
Saúde
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CRM-PB interdita um dos blocos cirúrgicos do ‘Trauminha’

Lucilene Meireles com assessoria / 13 de fevereiro de 2019
Foto: Divulgação/CRM-PB
Uma fiscalização realizada ontem pelo Conselho Regional de Medicina (CRM-PB) comprovou todas as denúncias dos familiares de pacientes internos no Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio de Miranda Burity – o Trauminha – e que foram relatadas na reportagem ‘Hospitalizados, mas em cadeiras’. O assunto foi manchete da edição de terça-feira, dia 12, do CORREIO. Após a fiscalização, o CRM interditou eticamente um dos dois blocos cirúrgicos existentes na unidade, em Mangabeira, na Capital. Foi interditado apenas o bloco de cirurgias gerais e os médicos ficam impedidos de realizar procedimentos no setor a partir de hoje.

O hospital também apresenta outros problemas em sua estrutura, com infiltrações e buracos nas paredes, além de infestação de baratas na enfermaria, superlotação e demora na realização de cirurgias. Pacientes e acompanhantes ainda relataram à equipe do CRM-PB que, durante o período de internação, precisam levar lençóis, travesseiros, colchões e ventiladores.

“Sabemos da importância do hospital para a população de João Pessoa, por isso não podemos interditar toda a unidade, mas encontramos muitas irregularidades que precisam ser resolvidas de imediato. Dessa forma, cirurgias ali realizadas põem em risco de morte os enfermos. Nas outras salas de cirurgia também existem problemas, mas serão preservadas da interdição ética, pelo menos por enquanto”, afirmou o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Ele ainda acrescentou que há superlotação nas enfermarias, com pacientes pelos corredores, além da presença constante de baratas, relatada e mostrada por fotografias e vídeos feitos pelos pacientes e acompanhantes.

O hospital é um importante equipamento de saúde da Capital e realiza 200 atendimentos ambulatoriais e 100 atendimento de urgência e emergência diariamente. São mais de 200 médicos de diversas especialidades trabalhando no complexo hospitalar que chega a realizar cerca de 600 cirurgias por mês, possuindo dois blocos cirúrgicos, um para cirurgias gerais e outro para as de ortotrauma.

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