domingo, 17 de novembro de 2019
Saúde
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CRM-PB constata superlotação do Hospital Infantil Arlinda Marques

Redação / 14 de fevereiro de 2019
Foto: Arquivo Jornal Correio
O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) realizou uma fiscalização no Hospital Infantil Arlinda Marques, em João Pessoa, ontem e confirmou a denúncia de pacientes, veiculada no Sistema Correio, de que há superlotação na unidade. De acordo com o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, há falta de vagas para a internação de crianças que estão procurando o hospital.

“O Arlinda Marques é referência no atendimento de média e alta complexidade para crianças e adolescentes. Os casos mais simples, de baixa complexidade, deveriam ser atendidos no hospital municipal do Valentina Figueiredo. Ainda não sabemos porque esta unidade municipal não está internando os pacientes e encaminhando todos para o Arlinda Marques”, disse o diretor de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa.

Ele ressaltou que a presidência do CRM-PB irá convidar os secretários de Saúde Municipal e Estadual, além dos diretores do Arlinda Marques e do Valentina Figueiredo, para uma reunião, o mais breve possível, para buscar uma alternativa para este impasse e que não prejudique ainda mais a população.

Nota da SES. Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) alegou que o CRM constatou que todas as áreas do complexo de Pediatria Arlinda Marques estão funcionando em conformidade, com profissionais presentes, tanto profissionais médicos quanto profissionais de outras categorias da saúde.

Segundo a SES, o hospital está com a capacidade instalada plenamente utilizada e ao mesmo tempo, dentro do ambiente da urgência e emergência, a partir da implantação de estratégias adotadas desde o ano de 2016 e aprimoradas a partir de dezembro de 2018, considerando a classificação de risco, segurança do paciente e regulação, já vive uma situação mais confortável de atendimento e acolhimento dos pacientes. A Secretaria ainda frisou que “o Hospital Arlinda Marques é referência para atendimentos e cirurgias de média e alta complexidade, e, em nenhum momento nega atendimento à população, mesmo para casos que devem ser atendidos pela rede de atenção básica, como resfriados e viroses”.

Trauminha



Começou a zero hora de hoje a interdição ética médica de um dos blocos cirúrgicos do Complexo Hospitalar de Mangabeira Tarcísio Burity – ‘Trauminha’. A interdição, que impede os médicos de realizarem procedimentos no setor, é resultado de uma fiscalização do conselho no hospital, na última terça-feira em que foram identificados problemas graves no bloco cirúrgico, como buracos no teto, infiltrações, ferrugem e mofo, causando sérios riscos aos pacientes.

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