segunda, 21 de maio de 2018
Saúde
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Conselho de Medicina interdita Hospital Universitário de Campina Grande

Renata Fabrício / 04 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
O déficit no número de médicos motivou uma interdição ética no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande. O Conselho Regional de Medicina (CRM) suspendeu as atividades do pronto atendimento adulto na madrugada de desta quinta-feira (3), após denúncias de que faltam médicos para substituir os que deixam o plantão.

Não há previsão para que as atividades do pronto atendimento adulto voltem a receber pacientes referenciado. De acordo com o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, o problema com a escala médica do HU já é antigo e recorrente. “O problema não é de agora. Há mais de um ano que o HU vem sendo notificado por estar com a parte de ambulatório sem a escala completa de médicos. Recentemente recebemos mais denuncias de que os médicos tinham que abandonar o plantão sem a presença de um substituto.

A interdição ética foi feita e depende exclusivamente da direção resolver isso. O hospital não deu um prazo para normalizar, então a interdição vai durar até a resolução”, explicou. O superintendente do Hospital Universitário, Homero Gustavo Rodrigues, disse que a unidade está tentando acelerar junto ao Governo Federal a contratação de mais de 300 aprovados no último concurso, dos quais 85 são médicos. “Estamos tentando junto ao Ministério da Educação (MEC) e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalres (Ebserh), a contratação dos aprovados no último concurso. Foram 320 aprovados, e dentre eles 85 são médicos”, esclareceu. Mesmo com a interdição, outros setores do hospital, como a ala infantil, continuam funcionando normalmente. A interdição no pronto atendimento proíbe os médicos de atuarem apenas neste setor. Com a suspensão das atividades nesta área, unidades do interior do Estado que referenciam pacientes para o HU precisam remanejar pacientes para outros hospitais.

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