quinta, 06 de maio de 2021

Saúde
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Criança morrecom suspeita de dengue hemorrágica em CG

Ricardo Júnior / 19 de julho de 2018
Foto: Rafael Passos
A Paraíba registrou este ano cinco mortes por complicações em decorrência da dengue e duas por zika até a primeira quinzena de junho, conforme dados repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Outras 12 notificações estão sendo investigadas. Na noite de terça-feira (17), uma criança de quatro anos morreu com suspeita de dengue hemorrágica no Hospital da Clipsi, em Campina Grande, no Agreste. Já foram confirmados quatro casos de mortes por dengue e zika na cidade.

A menina deu entrada no hospital no dia 27 de junho, após apresentar os sintomas característicos da doença. Ela morava no bairro do Cruzeiro, na Zona Sul da cidade. “Quando a criança chegou, a médica logo suspeitou de dengue e solicitou a realização de alguns exames. Ela passou mais de 20 dias internada”, revelou o diretor administrativo da Clipsi, José Marcos de Lima.

De acordo com o último Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 3 e 7 deste mês pela Secretaria Municipal de Saúde, os bairros Jardim Paulistano e Cruzeiro apresentaram os maiores índices, com 11% de infestação predial cada um. Ainda conforme o balanço, os bairros Prata, Centro e Alto Branco se destacaram por terem os menores índices, com 1,2% de infestação predial.

O Ministério da Saúde considera como baixo risco índices de infestação predial menor ou igual a 0,9%, enquanto que os índices de 1% a 3,9 são considerados de médio risco e igual ou acima de 4% já é tido como de alto risco. Nos três levantamentos realizados este ano, nenhuma localidade apresentou índice de infestação predial considerado de baixo risco.

Através das informações coletas no LIRAa, é possível identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito e o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas.

“Alguns bairros apresentaram um aumento significativo no índice de infestação predial, como é o caso do Cruzeiro, das Malvinas e do Jardim Paulistano. São áreas populosas, que possuem pequenos mananciais e que já têm um histórico de infestação do mosquitoexplicou o gerente da Atenção de Saúde Básica de Campina, Miguel Dantas.

Ele acrescentou que “Campina Grande atravessa um período de estiagem prolongado, o que favorece a proliferação do Aedes aegypti, já que ele precisa de um ambiente úmido para se reproduzir”.

Apostando em ações educativas

A secretária de Saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, afirmou que várias ações vêm sendo desenvolvidas para combater o mosquito Aedes aegypti, vetor que transmite a dengue, Chikungunya e Zika vírus. “A educação é um importante aliado na luta contra o mosquito. Por isso, temos promovido ações educativas nas escolas municipais, nas instituições privadas e nos espaços públicos para conscientizar a população. Afinal, o combate ao mosquito é uma responsabilidade de todos e não apenas do poder público”, declarou.

Segundo Luzia Pinto, a cidade conta com um único carro fumacê que, tendo como base os levantamentos realizados pela Secretaria Municipal de Saúde, percorre as áreas com maiores índices de infestação do mosquito.

“Trata-se de um trabalho integrado com a Atenção de Saúde Básica e também com as outras secretarias municipais. Caso seja encontrado um terreno propício à proliferação do mosquito, por exemplo, nós solicitamos à Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) a limpeza do local”, pontuou.

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