sábado, 06 de março de 2021

Saúde
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Com dor e sem medicamento: pacientes com câncer enfrentam também a falta de remédios

Lucilene Meireles / 16 de outubro de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
Como se não bastasse o drama de lutar contra o câncer, pacientes oncológicos da Paraíba têm enfrentado outro obstáculo: não há distribuição gratuita de medicamento para dor no sistema público de saúde. Estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que 80% deles sofrem com o problema. O Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento da doença, só administra medicação aos internos ou na urgência. Mas, o hospital não tem recurso. Por mês, seriam necessários R$ 500 mil a mais do que a verba atual do Ministério da Saúde (MS) para cobrir as despesas, inclusive esta. Por isso, quem precisa tomar o remédio para dor em casa é obrigado a comprá-los. O hospital realiza tratamento em 73% de todos os pacientes da Paraíba. Destes, 95% são do SUS.

Fernando Carvalho, diretor clínico e técnico do Laureano explicou que pode ser firmado um convênio com o Centro Especializado de Dispensação de Medicamentos Excepcionais (Cedmex), mas ainda não há nada definido. “Não distribuímos medicamentos. Estamos tentando o convênio com o Cedmex para que possamos contar com este serviço também”, declarou. Ele não informou o valor mensal enviado pelo MS, mas disse que é insuficiente para cobrir as despesas. O médico admitiu que, às vezes, faltam medicamentos para quimioterapia, mas assegurou que a situação não é frequente. “São dois, três dias e não chega a interromper o tratamento”.

No Laureano, o Ambulatório da Dor conta com neurocirurgiões para tratamento clínico e cirúrgico em pacientes com câncer, especialmente os que têm metástase. A medicação vai desde dipirona e paracetamol, para os episódios mais leves, aos opióides, como Tramal e morfina para casos mais graves. “Temos a preocupação em garantir qualidade de vida ao paciente”. Outro setor, o de Paliativos, atende casos menos graves.

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