segunda, 11 de dezembro de 2017
Saúde
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Chega ao Brasil medicamento que trata mielofibrose

Ainoã Geminiano / 10 de abril de 2016
Foto: Divulgação
Fadiga extrema, a ponto de comprometer simples tarefas como amarrar um sapato e aumento no tamanho do baço podem ser sinais de que o paciente está com mielofibrose. Um tipo raro de câncer no sangue, provocado pelo mau funcionamento da medula óssea, que deixa de produzir a quantidades normais de células sanguíneas. A doença atinge uma em cada 100 mil pessoas e, somente este ano, chegou ao Brasil o único medicamento específico, capaz de atacar a patologia na origem. O ruxolitinibe foi lançado no último final de semana, em um evento para hematologistas, em São Paulo, após ser aprovado em janeiro, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até então, só havia tratamento para os sintomas.

“Um dos pacientes que tratei com esse medicamento chegou ao meu consultório se queixando de depressão. Quando fomos avaliar detalhadamente os sintomas percebemos que se tratava de mielofibrose. Essa confusão se dá porque a doença é muito debilitante e a fadiga chega a incapacitar o paciente para movimentos mínimos”, contou o hematologista Renato Tavares, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, falando sobre a dificuldade de diagnosticar a doença.

Segundo ele, os exames que podem detectá-la não estão disponíveis na rede pública e para um médico que não seja especializado é difícil identificar somente pelos sintomas.

Diante da dificuldade de diagnóstico na rede de atenção básica de saúde, os especialistas alertam para os sinais de alarme da mielofibrose. “Embora a doença possa atingir qualquer idade, a maior incidência ocorre nas pessoas com idade entre 50 e 80. Como são muitos sintomas e eles podem ser confundidos com outras patologias. Por conta disso, destacamos a cansaço físico crônico como a principal característica, além do baço crescido”, disse Renato Tavares.

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