terça, 26 de janeiro de 2021

Saúde
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Catarata: não dá pra relaxar nos cuidados com os olhos; crianças também podem ter a doença

Lucilene Meireles / 06 de abril de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
A catarata é uma das principais doenças que causam cegueira reversível no mundo e, dos que têm de 65 a 74 anos, 47% desenvolvem a doença que, no Brasil, é responsável por 48% dos casos de cegueira. De 2008 a 2016, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foram realizadas 82.440 cirurgias para corrigir o problema, sendo 11,1 mil só no ano passado.

Quando a doença se desenvolve, há uma calcificação do cristalino que é a lente no interior do olho. O problema ocorre com maior frequência em idosos, embora possa ser diagnosticada em qualquer faixa etária, de acordo com o oftalmologista Oswaldo Travassos.

“O tratamento é cirúrgico, com a retirada da catarata, a extração do cristalino que é substituído por um cristalino artificial ou lente intraocular e fica resolvido”, explicou.

Conforme o especialista, após os 60 anos, o cristalino começa a ficar um pouco turvo, mas a cirurgia só é feita quando a doença passa a interferir na visão.

“Não é que se espere que um cristalino fique opaco totalmente para ser operado, mas operamos de acordo com a exigência de trabalho”, acrescentou. Ele citou como exemplo um bancário, que pode fazer mais cedo a cirurgia para não correr riscos de cometer erros no serviço.

O médico ressaltou ainda que não há como prevenir a catarata. Porém, é possível ter alguns cuidados como evitar a exposição aos raios solares, principalmente os ultravioletas. Eles agridem o cristalino e condicionam a uma opacidade. A recomendação é o uso de lentes que tenham filtro UV. Outros fatores que têm alguma relação, conforme o médico são as avitaminoses, algumas infecções ou mesmo inflamações dentro do olho.

Exame nas crianças. No recém-nascido, o teste do olhinho é importante, assim como o exame na idade pré-escolar. Se detectada a catarata, a operação tem que ser feita logo.

“Não pode passar dos sete anos, porque o cérebro não vai mais aprender a reconhecer as imagens. Muitas pessoas chegam à idade adulta vendo menos por um dos olhos porque não cuidou cedo”, ressaltou.

O médico lembrou que, no caso dos adultos, se tiver diabetes ou lesão no fundo de olho, pode acontecer de corrigir a catarata com a lente intraocular, mas não solucionar a visão baixa por conta da outra enfermidade, a exemplo do glaucoma, que deixa o nervo ótico bastante comprometido. Já se o paciente perdeu totalmente a visão porque o nervo ótico parou, não resolve com cirurgia de catarata.

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