terça, 18 de junho de 2019
Saúde
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Casas de apoio a pacientes com câncer enfrentam dificuldades para se manter

Lucilene Meireles / 04 de setembro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
As casas de apoio são a ‘tábua de salvação’ para muitos pacientes com câncer que são de outros municípios, fazem tratamento no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, e não têm parentes na Capital. Essas unidades oferecem hospedagem, alimentação e até cursos, mas precisam de doações para que o serviço sobreviva. Uma delas, que abrigava pessoas do município de Patos, fechou as portas há cerca de um ano por falta de recursos.

A casa da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC), localizada no bairro de Jaguaribe, está aberta, mas luta para angariar recursos financeiros que ajudem a manter vivo o trabalho. Assegurar o funcionamento da casa tem relação direta com a continuidade do tratamento desses pacientes. Sem lugar para ficar, eles não retornam para as terapias. Já na casa, ficam na casa de segunda a sexta-feira.

O local tem capacidade de acolher 40 pacientes e hoje conta com 22. “Eles vêm de várias cidades e, para elas, oferecemos café da manhã, lanches, almoço e jantar. Para se ter uma ideia, são mais de 600 cafés da manhã por dia, porque levamos também para alguns pacientes que estão realizando a quimioterapia no Laureano. O hospital serve as refeições apenas para quem está internado e a casa supre essa necessidade”, destacou a gerente administrativa da casa de apoio, Karla Bezerra.

Apesar de ainda ter vagas disponíveis, a unidade da RFCC precisa de ajuda. “Todas as doações são bem vindas. Precisamos de alimentos, material de limpeza, roupas que colocamos no brechó, móveis que são vendidos para reformadores, além de recursos financeiros que podem ser depositados em nossa conta. Essas são formas de nos ajudar a ajudar quem tanto precisa”, acrescentou.

Para cobrir as despesas da instituição, a RFCC realiza ainda campanhas, eventos, shows, feijoada solidária. O paciente é encaminhado pelo próprio hospital até a unidade e não paga nada para ficar lá.

Doação de cabelos

Para a confecção das perucas distribuídas com as pacientes que perderam os cabelos por conta da quimioterapia, a RFCC recebe doação de cabelos. Os fios têm que ter acima de 25 centímetros e devem estar limpos.

Nos próximos dias, inclusive, haverá a campanha na cidade de São José de Piranhas. Três voluntárias estarão na cidade. Karla Bezerra contou que a iniciativa foi de uma paciente que recebeu a peruca e percebeu como a doação de cabelos é importante para a causa.

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