segunda, 25 de janeiro de 2021

Saúde
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Câncer do colorretal mata mais de 700 paraibanos em cinco anos

Aline Martins / 16 de março de 2017
Foto: Ilustração
No Brasil, é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, ficando atrás apenas do câncer de mama. Enquanto nos homens ocupa a terceira posição. O câncer colorretal, que inclui um dos segmentos do intestino grosso (o cólon) e o reto, é um dos tumores mais frequentes no mundo. Muitas vezes ele pode passar despercebido por não apresentar sintomas. Sua incidência maior é em pessoas acima dos 50 anos de idade.

Na Paraíba, a doença é a quinta entre os homens e a sexta entre as mulheres. Por ano, a estimativa é de 270 novos casos da doença no Estado conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Em cinco anos, 712 pessoas morreram na Paraíba em consequência dessa neoplasia. Este mês é dedicado a conscientização do câncer colorretal.

Esse tipo de câncer é tratável e na maioria das vezes curável se detectado precocemente. Nos casos em que os sintomas aparecem, os principais são sangramento nas fezes, alterações do hábito intestinal e dor abdominal.

De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo, Tarcísio Carneiro, os fatores que possibilitam o surgimento da doença são o envelhecimento (pessoas acima de 50 anos tem maior probabilidade), histórico familiar e alimentação inadequada.

Ele explicou que uma alimentação rica em carne vermelha e gordura, além da obesidade e a deficiência de vitamina D contribuem para o aparecimento da doença.

Ainda de acordo com o cirurgião do aparelho digestivo, esse exame é de alta complexidade. “O câncer se diagnosticado na fase tardia tem 50% de mortalidade”, afirmou, destacando a necessidade de seguir uma alimentação rica em fibras e sem carne vermelha e gorduras, assim como praticar atividade física.

O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas.

A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os nódulos linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema imunológico) próximos à região.

Em seguida, a radioterapia, associada ou não à quimioterapia, é utilizada para diminuir a possibilidade de volta do tumor.

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