terça, 13 de abril de 2021

Saúde
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Camisas com filtro solar viraram febre, mas Inmetro reprovou marcas conhecidas

Lucilene Meireles / 14 de fevereiro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
Neste verão, só deu elas na praia: as camisas com proteção UV. Porém, as peças nem sempre cumprem o que prometem. Foi o que constatou um teste do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). De nove marcas analisadas, duas foram reprovadas. Sem a proteção adequada aumenta o risco de desenvolver câncer de pele, o tipo mais frequente, que corresponde a 25,44% de todos os novos casos de tumores previstos para este ano na Paraíba, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O dermatologista Otávio Sérgio Lopes disse que o protetor solar pode ser dispensado nas áreas que ficam cobertas. “Do contrário, não teria sentido fazer uma camisa que promete proteger da radiação UV”, ponderou. Nas partes expostas, é preciso usar filtro com FPS 30, no mínimo.

Cristina Dias é gerente de farmácia e aproveitou o verão para entrar no clima das camisa que protegem do sol. “Comprei acreditando que tem proteção. Confio na marca que estou usando. Em dois meses, não tive nenhuma queimadura”, garantiu.

Já a família da advogada Adalgisa Thoma aderiu totalmente ao vestuário. “As crianças usam há bastante tempo, mas sempre passo protetor solar antes para reforçar. Com ela, eles podem ficar mais tempo no sol. A camiseta é muito confortável e não esquenta. Até eu adotei”.

“Depois de tomar muito sol, resolvi aderir. Estou gostando, mas tenho dúvidas se todas as marcas protegem de verdade”, disse a comerciante Erika Thoma.

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