terça, 18 de junho de 2019
Saúde
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Calor traz escorpiões à tona; veja as orientações

Lucilene Meireles e Katiana Ramos / 12 de janeiro de 2019
Foto: Imagem ilustrativa
A pequena Yasmin, de apenas dois anos de idade, brincava no chão de casa quando foi picada por um escorpião na última segunda-feira. Curiosa, como toda criança, ela tocou no animal que apareceu próximo à cama e a picada foi inevitável. Assim como a garota, outras 1.286 pessoas recorreram, em 2018, ao Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, em busca de socorro após sofrerem picadas de escorpiões.

Valéria Lisboa, avó da criança, relatou que, embora tome cuidados para evitar o aparecimento do bicho, ele sempre reaparece. Na casa, a família costuma encontrar escorpiões no banheiro e no quarto. “No caso de Yasmin, a mãe dela viu de longe e ainda correu para evitar, mas não deu tempo. Ela chorou muito e o local ficou vermelho, inchado, além de dolorido. Foi um dia inteiro no HU, em observação, mas ela já está em casa. Agora, estamos ainda mais atentos”, disse, aliviada.

O coordenador geral do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Capital, Luiz Carlos Costa, explicou que a maior parte dos casos que chegam ao órgão ocorre em adultos. Contudo, crianças e idosos são os mais vulneráveis ao serem picados. Luiz Carlos reforçou ainda que o aparecimento de escorpiões não tem relação com o verão. “Quando dá uma chuva e para, às vezes aumenta o número de casos de picadas, mas nada alarmante. Isso acontece porque o escorpião, no período que chove, fica na toca. Quando a chuva passa, ele sai em busca de comida”, explicou. Porém, segundo ele, com medidas preventivas, se evita muitos acidentes.

A espécie que mais aparece no Nordeste é o escorpião amarelo, que tem hábitos noturnos. No Ciatox, não há nenhum registro de óbito provocado por sua picada. Porém, é preciso ter cautela quando a ocorrência for em crianças e idosos.

Conforme o coordenador, Luiz Carlos Costa, os pequenos e os mais velhos formam o grupo de risco, e podem ter manifestações sistêmicas.

“A maioria dos casos só apresenta manifestações locais, dor intensa seguida de parestesia, que é uma dormência. Os sintomas podem durar até 48 horas”, ressaltou o coordenador.

Ele lembrou que o Ciatox não é o local onde são atendidos os pacientes que sofrem picadas de cobras, aranhas ou escorpiões. “Nosso trabalho é de informação, mas o atendimento é feito pelo HU, que tem a guarda do soro antiofídico, antiaracnídeo e contra escorpiões”, destacou.

O Ciatox pertence ao Departamento de Ciências Farmacêuticas, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde está funcionando atualmente. O Centro dá suporte em relação a informação.

Orientações



- Se for picado, não coloque nada no local.

- Lave com água e sabão.

- Faça compressa morna para aliviar a dor.

- Se a dor for insuportável, procure o HU que é referência em picadas de cobra, escorpião e aranha.

- O atendimento é 7 dias por semana, 24 horas por dia.

Medidas para evitar acidentes



- Tampe ralos de banheiros e pias à noite. Nesse horário, eles saem para se alimentar.

- Elimine baratas, que são o inseto favorito dos escorpiões.

- Limpe as caixas de gordura.

- Tenha muito cuidado quando vestir roupas ou colocar sapatos.

- Afaste as camas e berço das paredes.

- Evitar acumular material de construção, onde os escorpiões costumam se esconder.

- Mantenha o lixo da cozinha bem fechado.

- Limpe o mato ao redor da casa.

- Para quem tem espaço, criar galinhas ajuda a eliminar os escorpiões.

Fonte: Ciatox.

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