sábado, 19 de setembro de 2020

Saúde
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Até setembro deste ano, foram em média dois óbitos a cada 60 minutos em hospitais na PB

Lucilene Meireles com IESS / 25 de dezembro de 2016
Foto: Divulgação
A cada três minutos, 2,7 brasileiros morrem em hospitais por falhas que poderiam ser evitadas. É o que aponta um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) realizado a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Na Paraíba, com base nos dados de óbitos de hospitais públicos, privados e filantrópicos, repassados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), e considerando a análise do IESS, a média entre 2013 e 2015 foi de 1,8 mortes a cada hora. Em 2016, até setembro, os óbitos aumentam para 2 a cada 60 minutos.

As falhas são ‘erros’ ou ‘eventos adversos’ que geram resultado assistencial indesejado com relação aos cuidados prestados ao paciente, como dosagem incorreta ou na aplicação de medicamento, uso impreciso de equipamentos, infecção hospitalar. Entidades médicas da Paraíba, como Ministério Público Estadual (MPPB), Conselho Regional de Medicina (CRM) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB) admitem que problema é real.

Para a promotora de Saúde de João Pessoa, Maria das Graças Azevedo, trata-se de uma questão de segurança do paciente. “É um fato que acontece diariamente. Não se pode brincar e há uma preocupação muito grande em relação a isso”. Ela disse que não teria condições de fazer um levantamento, mas mesmo sem fornecer os números, afirmou que a Promotoria tem recebido denúncias de erro médico e, consequentemente, aberto sindicâncias.

A promotora ressaltou que existe um plano de segurança junto ao Ministério da Saúde, Ministério Público Estadual, Conselho Federal de Vigilância Sanitária e Conselho Federal de Medicina (CFM) que está sendo repassado aos gestores hospitalares, abordando tudo que se relaciona à segurança do paciente. O plano inclui atitudes como lavar as mãos, evitar entrar com celular nos centros cirúrgicos e aplicar corretamente medicação. Ela lamentou as mortes por erros que poderiam ser evitados e acrescentou que a resolução foi publicada em 2013, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Existe dificuldade de implementar nos hospitais”, constatou.

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