sábado, 23 de janeiro de 2021

Saúde
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Após 5 anos de espera, UPA é inaugurada em Campina Grande

Wênia Bandeira / 22 de novembro de 2017
Foto: Chico Martins
Após mais de cinco anos de espera para a conclusão da obra, a população do bairro Dinamérica, em Campina Grande, finalmente recebeu nesta terça-feira (21) pela manhã a Unidade de Pronto Atendimento do bairro (UPA 24h). A ordem de serviço foi assinada no dia 25 de outubro de 2012 com um orçamento de R$ 2 milhões do Ministério da Saúde, que teve um complemento da Prefeitura Municipal de R$ 1,5 milhão para equipamento e adequação da obra, e só foi entregue agora.

A UPA Dr. Adhemar Fernandes Dantas tem uma capacidade de atendimento de 250 pessoas por dia em clínica médica, sem oferecer ortopedia e pediatria. São 11 leitos para internação, raio-x, sala para inalação e consultórios com 160 profissionais, entre médicos, equipe de apoio, maqueiros e enfermeiros. A população já começou a ser atendida nesta terça-feira (21) mesmo, após a inauguração. “Pra gente que mora nessa região, a UPA do Alto Branco é muito longe. Uma vez eu passei mal e tive que chamar um taxi, foi R$ 50 pra ir e R$ 50 pra vir, e agora a gente está perto e o povão vai se sentir mais seguro tendo dinheiro ou não para pagar taxi. Foi muito tempo de espera, mas finalmente saiu”, falou a comerciante Josefa Macedo. A dona de casa, Airla do Carmo, que mora em frente a UPA, concorda.

Ela salientou que quando se precisa de atendimento médico não é possível usar o transporte público, então mesmo sendo atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) era preciso ter condição de pagar pela condução. “A gente quando adoece não pode andar muito e tem gente que não tem condição de ter um carro para ir para hospital, agora é só atravessar a rua, agora não vai ter preocupação para pegar dinheiro emprestado para pagar taxi, por exemplo”, falou. A UPA do Dinamérica é de porte 2, que significa uma unidade de atendimento de baixa e média complexidade sem especialidade. Cada paciente só poderá ficar na UPA até 48 horas, segundo o que determina a norma regulamentadora de funcionamento do serviço.

O diretor do local, Luciano Túlio, explicou as pessoas com casos simples devem ser atendidas nas Unidades Básicas de Saúde. “Atendemos, via de regra, casos de febre, queda, problemas virais”, especificou. Para o prefeito Romero Rodrigues, 5 anos entre a assinatura da ordem de serviço até a inauguração não pode ser considerado muito tempo porque o município não tinha condição de manter o funcionamento. O serviço é arcado com 50% do Governo Federal, 25% do município e 25% do Estado.

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