sábado, 21 de julho de 2018
Saúde
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Anvisa vai periciar máquinas para saber confiabilidade de laudos em hospitais de JP

Katiana Ramos e Aline Martins / 19 de abril de 2018
Foto: NALVA FIGUEIREDO
Os equipamentos médicos interditados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB) durante uma operação iniciada na última terça-feira e finalizada ontem, que fiscalizou cinco estabelecimentos de saúde de João Pessoa serão periciadas para saber se os exames emitidos a partir das máquinas apresentavam resultados confiáveis ou não. Os órgãos não descartam a possibilidade de erro nos exames dos pacientes atendidos nos locais onde os equipamentos foram encontrados.

De acordo com o coordenador de Segurança Institucional da Anvisa, Marcel Figueira, foram encontrados equipamentos médicos com peças modificadas e sem o selo da Anvisa e outros sem a nota fiscal que comprove a origem do produto. Desde o início da operação foram 21 máquinas interditadas e cinco hospitais e clínicas notificados. Se após a perícia, a Anvisa pode atestar que as máquinas não estavam aptas a serem utilizadas e tenham colocado em risco o laudo de exames médicos, o caso será levado para ao Ministério Público Federal (MPF).

“Não temos como precisar quantos exames foram feitos tanto nos equipamentos com suspeita de adulteração quanto nos que não têm nota fiscal. Os estabelecimentos podem responder por adquirir equipamentos sem registro na Anvisa e sem autorização legal. Se detectarmos se o equipamento trouxe malefícios aos pacientes, vamos levar o caso ao MPF”, frisou o inspetor da Anvisa.

Os representantes da Anvisa lembraram ainda que os equipamentos não podem ser adulterados sem o consentimento e vistoria do órgão e ainda que a legislação sanitária proíbe que empresas vendam produtos usados para outra empresa, venda por assistência técnica, e ainda que um médico venda máquinas para outro médico ou de médico para hospital e vice-versa.

“Quando o equipamento é mexido por pessoas que não colocam peças originais isso pode interferir no diagnóstico. Se esse equipamento for trocado por uma peça que interfere nessa leitura isso pode sair um laudo errado e pode ser um prejuízo para o paciente nessa situação”, disse João Roberto Ferreira de Castro, coordenador de Segurança Institucional da Anvisa.

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