quarta, 12 de maio de 2021

Saúde
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Água de Campina Grande é suspeita de estar contaminada

Redação / 21 de setembro de 2018
Foto: Divulgação
Pesquisa realizada no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) revela que 59,8% dos pacientes com queixas gástricas tiveram biópsias positivas, após análise na instituição, para a presença do Helicobacter pylori (H.P.) — um contaminante microbiológico da água e o principal agente patogênico associado a doenças do estômago em humanos.

O estudo, resultado de Doutorado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, considerou pacientes residentes em Campina Grande. A tese foi defendida pelo doutor Irigrácin Lima Diniz Basílio, que é professor da disciplina de Gastroenterologia na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e atua no ambulatório do HUAC, instituição vinculada à UFCG e à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Segundo o pesquisador, a ausência de um estudo epidemiológico na Paraíba sobre a infecção pelo Helicobacter pylori e a alta prevalência dessa bactéria detectada em estudos nacionais despertaram o interesse pela pesquisa. “Além disso, em nossa observação diária, sempre encontramos pacientes infectados pelo H. pylori em consultas ambulatoriais e que necessitam de tratamento, bem como orientação sobre cuidados higiênicos e sanitários”.

Os pacientes avaliados foram submetidos à endoscopia digestiva, seguida de biópsias gástricas, e as mulheres representaram 72,5% (145/200) dos participantes. Aproximadamente 59,8% (120/200) das amostras foram positivas para H.P. com base em exames histológicos. A prevalência da infecção pela bactéria citada foi maior na população que utilizava água não mineral.

O pesquisador Irigrácin Basílio explica que, apesar de haver associação entre o consumo de água e a infecção, ainda são necessários estudos analíticos da água para a comprovação dessa relação em Campina Grande.

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