quinta, 26 de novembro de 2020

Saúde
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Adulto também tem que vacinar e prevenir doenças

Renata Fabrício / 13 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação
Muita gente não sabe, mas os adultos precisam se vacinar. A preocupação com a atualização da caderneta de vacinação para adultos e idosos é da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI). A orientação é para que adultos, que não tomaram as vacinas recomendadas na infância, recebam as doses e atualizem as que precisam de reforços.

Para Flávia Bravo, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações da regional no Rio de Janeiro, atualizar a caderneta é importante para ter acesso a vacinas que não existiam para crianças há duas décadas.

“Quem tomou as duas doses recomendadas da tríplice viral na infância, não precisa mais tomar. Mas algumas vacinas não existiam quando os adultos de hoje eram crianças, como a meningocócica e a hepatite A. Outras vacinas, como a DTP, precisam de reforços a cada dez anos. A vacina tríplice viral só foi introduzida no calendário público na infância, no final da década de 90. Ainda temos uma população grande não vacinada e tendo isso estamos suscetíveis a surtos e contaminações. A gente tem o controle do sarampo no Brasil, mas ainda tem adultos que não tiveram e não foram vacinados”, explicou.

Para os maiores de 60 anos, também existem recomendações específicas. “É importantíssimo vacinar o esquema da vacinação pneumocócica, pelo risco do idoso ter pneumonia. Além da vacina de herpes zoster (erupções cutânea), recomendada também pelos maiores riscos de se contrair a doença nessa idade”, alerta Flávia Bravo.

Em Campina Grande

A coordenadora de imunizações do Serviço Municipal de Saúde, Miralva Cruz, considera que a população tem consciência quanto à importância da atualização da caderneta e que parcerias com empresas que concentram grande volume de funcionários também faz com que praticamente todo o estoque de vacinas recebidas seja distribuído entre a população.

“Geralmente são as mulheres quem mais procuram o posto. A mulher é quem leva essa conscientização e abre esses caminhos para a vacinação, mas fazemos a conscientização também em outros momentos, como na campanha do novembro azul que também incentiva a manutenção do calendário. Percebemos que os adultos são mais conscientes. Para estimular ainda mais, fazemos uma parceria com empresas que concentram uma grande quantidade de pessoas para realizar uma vacinação em um dia específico, e como não se pode obrigar as pessoas, vemos que a aceitação é boa e espontânea”, explicou Miralva.

O Serviço Municipal de Saúde recebe mensalmente cerca de 2 mil vacinas no geral. Os grupos prioritários são as mulheres grávidas, as quais a Secretaria de Saúde precisa imunizar em 100% dos casos. Para quem deseja atualizar a caderneta, a prefeitura orienta a realizar a procura no Centro de Referência Francisco Pinto, nos seis Centros de Saúde ou em uma das 105 unidades básicas do Programa Saúde da Família (PSF) espalhadas pelos bairros.

Vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde

Através de nota, o Ministério da Saúde informou que faz a cobertura vacinal através da oferta de quatro tipos de vacinas para adultos na rotina do Calendário Nacional de Vacinação do SUS.

Hepatite B

dT (difteria e tétano)

Febre Amarela

Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola).

Para os idosos, além da Hepatite B, Febre Amarela (conforme situação vacinal e avaliação médica) e dT, também é ofertada:

Influenza (durante campanha anual)

Pneumocócica 23 valente (ofertada para pessoas de 60 anos e mais que vivem em instituições fechadas, como casas geriátricas, hospitais, asilos e casas de repouso).

Até o fechamento desta publicação, o Ministério da Saúde e a prefeitura de Campina Grande não informaram o número de adultos vacinados nos dois últimos anos.

 

 

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