segunda, 12 de abril de 2021

Saúde
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114 mil paraibanas entre 50 e 69 anos nunca fizeram mamografia

Rammom Monte / 04 de fevereiro de 2017
Foto: Assuero Lima/Arquivo
Um diagnóstico precoce pode ser a diferença entre a vida e a morte. Pode parecer exagero, mas não é. Quem garante é a mastologista Lakymê Mangueira. Segundo ela, quanto mais cedo uma paciente descobrir que tem câncer de mama, maiores são as chances de cura. E o exame mais eficaz para isto é a mamografia. Neste domingo (05), comemora-se o Dia Nacional da Mamografia. Mas, apesar da importância, 114 mil mulheres da Paraíba entre 50 e 69 anos nunca realizaram o exame. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 31,4% do total das mulheres nesta faixa etária no Estado.

No Brasil, 40% das mulheres brasileiras, de 50 a 69 anos de idade, não fazem mamografia. A faixa etária é prioritária para o exame preventivo, de acordo com o Ministério da Saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) só disponibiliza a mamografia de rastreamento, aquela realizada em mulheres sem sintomas de câncer de mama que desejam fazer exames periódicos visando o diagnóstico precoce, a partir dos 50 anos. Porém, a mastologista Lakymê afirma que  o ideal seria a partir dos 40.

“Hoje a gente fala de diagnóstico precoce. Só consegue a cura da doença se faz o diagnóstico cedo, precisa realizar de rastreamento, para procurar mínimas lesões. Praticamente era para ser para a população 100% feminina após os 40 anos. Tem um alto índice entre os 40 e os 50 anos. Na verdade, apesar de todas as campanhas, a gente no nosso país, ainda tem um numero grande de pacientes. O Ministério da Saúde recomenda a partir dos 50 anos, mas existe uma luta da sociedade de oncologia e mastologia, para que seja oferecido gratuitamente a partir dos 40 anos com o exame de rastreamento, nas pacientes assintomáticas”, disse.

A mastologista falou ainda sobre a importância da conscientização em relação à mamografia. “Tem que ter a conscientização da população, dos profissionais em relação a isto, e dos nossos gestores, para que eles possam oferecer cada vez mais. É uma doença que vem aumentando, infelizmente no nosso país, e também vem aumentando o índice de mortalidade. A gente até consegue fazer o diagnóstico, mas ainda é tardio, principalmente no Nordeste”, explicou.

Pacientes de risco

A mastologista falou ainda sobre as pacientes que se enquadram na categoria de riscos. Segundo ela, estas mulheres precisam ter uma atenção maior em relação à mamografia. Ela afirmou que caso uma dessas pessoas tenha caso de câncer de mama na família, é necessário realizar o exame 10 anos antes da idade de quando o parente adquiriu a doença.

“Para pacientes considerados de alto risco, como casos na família de parentes de primeiro grau, irmã ou mãe ou filha, o paciente deve fazer o exame 10 anos antes da idade que o parente teve o câncer, se a mãe teve aos 40, a filha tem que começar aos 30 anos”, finalizou.

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