quinta, 24 de janeiro de 2019
Religiosidade
Compartilhar:

Presépios natalinos recontam a história do nascimento de Jesus

Lucilene Meireles / 18 de dezembro de 2018
Foto: Assuero Lima
Quando se aproximam as festas de final de ano, os tradicionais presépios começam a compor o cenário das casas, lojas, órgãos públicos, praças e, principalmente, igrejas. Grandes ou pequenos, coloridos ou em tom único, simples ou inovadores, eles representam o lugar onde Jesus nasceu e contam, através de olhares diversos, a história que aconteceu no deserto e no estábulo simples que servia como abrigo para animais.

Em João Pessoa, há artistas que produzem as peças, e outros, apaixonados pela arte, colecionam criações nacionais e de outros países. Mesmo com características distintas, os presépios sempre são feitos com inspiração nos relatos bíblicos e preservam a base da história, afinal o objetivo é lembrar o nascimento do menino Jesus.

Entusiasta da arte e da cultura desde os oito anos de idade, Geovanny Vitorino, hoje com 37, faz parte da Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no bairro do Geisel, em João Pessoa, e é o responsável pela produção do presépio da igreja. A criação foi montada na lateral do altar e, conforme seu idealizador, tem dois metros de largura por quatro de profundidade.

A ideia foi colocada em prática em apenas 24 horas. “A questão da estrutura é o diferencial. Normalmente, as pessoas conseguem colocar todas as peças dentro de um único quadrado, ou seja, a manjedoura, Maria, José, os pastores. Essa criação foi feita com ambientes separados. No deserto, colocamos areia branca de praia, os Reis Magos, plantas quase sem vida no deserto. Do outro lado, um jardim com cascata e pedras”, afirmou. O presépio tem refletor aéreo e luzes internas na gruta onde ficam Jesus, Maria e o menino Jesus.

Em exposição

A Igreja de São Francisco, a no Centro Histórico de João Pessoa, está abrigando uma exposição de presépios que fazem parte da coleção de José Augusto de Moraes, historiador, programador cultural e curador de cultura da Arquidiocese da Paraíba. Apesar de não produzi-los, ele afirmou ser admirador desde criança. Na coleção, há peças rústicas e outras mais trabalhadas que vieram de Curaçao, da Europa, do Peru e Holanda. Há miniaturas e outras maiores, formando um universo que envolve religiosidade, valor artístico e cultural. Os presépios são fabricados em diversos materiais como tecido, madeira. “Eu compro e tenho uma vasta coleção vinda de feiras de artesanato, recebo presentes também. Gosto de apreciar tanto pela história quanto pela beleza. É uma recomposição do que é dito na história. Um cenário que cada artista traz sua concepção”, completou.

Relacionadas