terça, 25 de junho de 2019
Religião
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Jejum de maldades e vícios durante a Quaresma

Francisco Varela Neto e Rammom Monte / 02 de março de 2017
Foto: Nalva Figueiredo/Ilustração Aline Melo
Os católicos começaram a vivenciar, nesta quarta-feira (01), o período da Quaresma, os quarenta dias nos quais eles se preparam para a Páscoa, período que para a Igreja Católica é considerado um tempo de penitência e de purificação. O administrador Apostólico da Arquidiocese da Paraíba, Dom Genival Saraiva, lembrou de um dos momentos mais importantes desse período para a igreja e os fiéis, o jejum. Para ele, todos devem seguir a direção do Papa Francisco e fazer jejum especialmente no que diz respeito a maldades e maledicências.

“Só para dar um exemplo, se eu vou jejuar, é somente de carne? É somente de feijão? É somente de arroz? Pode ser isso! Eu me privo. Mas você pode jejuar por exemplo de não falar da vida alheia. Você pode jejuar para não ser dependente de celular. É a dimensão do outro na minha vida, porque nós podemos fazer muito bem chegando aos outros, como eu estou chegando através de vocês agora, mas também posso causar muito estrago por não saber usar adequadamente determinados procedimentos que, infelizmente, estão aí na sociedade pela má utilização de um veículo que tem um potencial de sempre fazer o bem. Isso é jejuar do mal que eu fiz, eu agora vou me privar de fazer isso em vista de um bem que eu possa fazer”, explicou.

Dom Genival enumerou o processo do jejum no período da Quaresma. “Essa prática por exemplo do jejum já vem do antigo testamento, aliás, as três. A do jejum, a da oração, a da esmola. Nós somos seres que se relacionam. Essa dimensão interpessoal, e diria até mais, essa relação institucional também. Então nós somos pessoas que se unem a outras pessoas, a outras realidades institucionais. Quando nós estamos falando em jejum, nós estamos falando numa dimensão pessoal  mas que deve ter sempre uma significação de relação com outras pessoas. Se eu estou falando de dar uma esmola, que era uma das práticas, você está fazendo este gesto na direção de quem? Essa oração que você esta fazendo o coloca diante de quem? Então nunca vai ser só da própria pessoa diante de Deus, diante de si mesmo e diante dos outros", acrescentou.

Ressurreição de Cristo

Dom Genival lembrou que a quaresma é um momento de se preparar para a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. "Nós vivemos a quaresma na igreja católica, exatamente como um tempo que tem referência à Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo. Grandes momentos da vida, dos mistérios de Cristo, são sempre prescindidos de uma preparação, a exemplo do advento que nos prepara para o natal. Este período quaresmal que nos prepara para a Páscoa do Senhor, que na liturgia esse período é chamado assim, ciclo da Páscoa, que compreende a quaresma, o tríduo pascal, a Semana Santa, especialmente com a quinta-feira, sexta-feira e o sábado santos”, explicou.

Segundo o administrador apostólico, a Arquidiocese está preparando alguns momentos especiais para seus fiéis neste período. "A igreja também aqui na Arquidiocese, cuida dessa dimensão espiritual na vida do povo, com apelos a uma participação mais ativa, atendendo a uma orientação do Papa Francisco. No prolongamento do jubileu da misericórdia nós vamos fazer uma, chama-se 24 horas para o Senhor. Nós vamos vivenciar essas 24 horas, no dia 31 de março e primeiro de abril. Grandes momentos também na lagoa, atendendo ao povo, em confissões, em aconselhamento, em adoração ao santíssimo. Então eu diria que a quaresma deste ano vai ter essa peculiaridade, aquilo que o Papa coloca: a igreja em saída. Vamos aonde está o povo, mas sobretudo uma igreja que é portadora de Deus para quem está carente de Deus”, disse.

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