sábado, 12 de junho de 2021

Cidades
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Proximidades da Mata do Buraquinho está cheia de lixo; moradores reclamam da situação

Socorro e Silva / 13 de julho de 2017
Foto: Assuero Lima
A população que mora no conjunto Inocop, no Cristo Redentor denuncia a presença constante de lixo na lateral ocidental da Mata do Buraquinho, que é Área de Proteção Ambiental (APA). O local vive entulhado de restos de móveis, sofás, televisores e até animais mortos. Quem mora nas proximidades já desistiu de reclamar. “Meu marido já recolheu e mandou enterrar quatro cachorros mortos que deixaram aí, mas já desistimos e preferimos nem sair na rua”, denuncia uma dona de casa, moradora da Rua Maria José Rique. A rua citada é o local preferido de quem descarta os objetos nas proximidades da mata. Por ser larga e terminar na lateral da reserva ambiental onde não há cerca de proteção, é constante a presença de carros e até caminhões jogando entulhos no local. “É um problema crônico, moro aqui há 20 anos e não tem jeito e olha que nem é problema de falta de recolhimento por parte da Prefeitura. Eles vêm, levam tudo, deixam bem limpinho, mas no dia seguinte já tem uma nova leva de lixo”, informa a dona de casa, Raimunda da Conceição.

A limpeza constante foi confi rmada pela Emlur. “Fazemos a coleta no local duas vezes por semana e como a demanda lá é muito grande, tem semanas que passamos até três vezes”, informa o superintendente da Emlur, Lucius Fabiani, que confirma que o local é um ponto crônico de descarte irregular. A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), responsá- vel pelo local esclarece que são feitas limpezas periódicas também dentro da mata, contudo, a população apesar das coletas regulares, deposita o lixo dentro da Unidade, e que realiza um trabalho de educação ambiental nas proximidades da mata.

Falta cerca

Outro problema denunciado pela população é a falta de uma cerca protetora. Segundo Raimunda, há muito tempo havia uma cerca, mas foi removida há alguns anos e nunca foi recolocada. “A cerca nos dá uma certa segurança de que ninguém vai entrar e fazer o que não presta aí dentro”. Ela se refere ao boato de que o local é usado por viciados para fazer uso de drogas. A falta de cerca ou da manutenção da mesma é vista, principalmente nos limites com as áreas residenciais. Sobre a falta de cerca em alguns locais, a Sudema assegurou que está providenciando o reparo das mesmas.

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