terça, 18 de dezembro de 2018
Prisão
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Trio de presos aproveita apagão e foge de Colônia Penal, em Sousa

Renata Fabrício / 14 de fevereiro de 2018
Foto: Reprodução
Três apenados conseguiram fugir na madrugada dessa terça-feira (13) da Colônia Penal de Sousa, no Sertão do Estado, durante uma queda de energia na unidade prisional. Segundo o comando do 14º Batalhão da Polícia Militar, a fuga aconteceu em cinco minutos, quando os refletores principais que iluminam o pátio e as imediações da cadeia se apagaram, e o trio aproveitou o momento para rastejar pelo pátio, escalar o muro e pular fora da unidade usando uma “tereza”, corda confeccionada com panos e lençóis.

Dois dos fugitivos são naturais de João Pessoa e foram presos há poucos dias realizando roubos na região. Um é natural de Marizópolis, cidade próxima a Sousa.

De acordo com o tenente coronel Jurandy Pereira Monteiro, a queda de energia facilitou a fuga, mas um policial militar que estava de vigilância em uma das guaritas ouviu um barulho e efetuou disparos para o alto para evitar que mais fugitivos conseguissem escapar.

“A fuga aconteceu entre 00h10 e 00h15 da madrugada. Nesse horário, começou a chover e os refletores se apagaram. Ficou uma escuridão total no pátio e três detentos que conseguiram serrar a grade, rastejaram até o muro e com o uso de uma ‘tereza’ pularam o muro. Apesar de estar totalmente escuro um policial militar escutou um barulho e acionou o alarme, mas já haviam fugido os três. Foram efetuados disparos para conter e evitar a fuga de outros presos. A energia de algumas salas passou a funcionar com o gerador, mas os refletores que apagaram, que são esses utilizados nos estádios, demoram um pouco a reascender”, disse.

Ainda segundo o tenente coronel, por trás da Colônia Penal de Sousa fica uma comunidade cigana e as chamadas Várzeas de Sousa, região de plantio e o canal da Redenção.

Uma operação de inteligência foi montada para conseguir informações sobre a localização dos fugitivos, mas até o fechamento desta matéria, nenhum dos apenados havia sido localizado.

Até o fechamento também, a direção não havia solicitado nenhuma operação pente fino nas celas.

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