quarta, 18 de outubro de 2017
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Novas tecnologias facilitam trabalho das prostitutas em JP, diz associação

Gabriel Botto / 16 de setembro de 2017
Foto: Gabriel Botto
A presidente da Associação das Prostitutas da Paraíba, Luza Maria, destacou a importância das novas tecnologias para a interação profissional das prostitutas. Para Luza, ferramentas como o WhatsApp e Facebook vieram para facilitar a profissão.

“As novas formas de tecnologias só nos deram ganhos, os programas agora são agendados por WhatsApp ou pelo Facebook, então foram ferramentas que vieram para facilitar nossa profissão em muitos aspectos, não só com os programas, mas com nossa interação no geral”, disse Luza Maria, presidente da Associação das Prostitutas da Paraíba.

Luza falou também acerca de temáticas como crime e drogas, afirmando que atingem a sociedade em geral, não só as prostitutas, mas a Associação está sempre preparada para defender as profissionais.

“A gente sabe que tudo isso vem atingindo, não só as prostitutas, mas a população em geral. Mas, estamos trabalhando muito nesse aspecto, focando na redução de danos às prostitutas, com ações de conscientização e também capacitações”, pontuou Luza Maria.

A presidente da Associação lamentou sobre o preconceito ainda existente entre as próprias prostitutas, mas garantiu que as portas da entidade estão abertas tanto para as cadastradas como para as que não são.

“Pois é, o preconceito infelizmente ainda é muito forte, mas o preconceito existe inclusive dentro das próprias prostitutas, pois não se identificam como prostituta e isso é muito ruim para nós, pois acabamos velando isso. Temos investido em capacitações com foco em Direitos Humanos, para as prostitutas saberem, de fato, quais são seus direitos”, destacou Luza Maria.

“Somos mais de 320 prostitutas cadastradas, porém têm muitas que não se identificam como prostituta, consecutivamente não são associadas, porém mesmo sem ser associadas, as prostitutas têm ajuda da nossa Associação”, relatou.

Sobre abusos em decorrência da profissão, Luza minimizou, afirmando que não são tão frequentes, destacando a importância dos órgãos protetores.

“Hoje não existe tanto esse tipo de abuso, até porque são várias formas de nos defender, pois já existem órgãos específicos e dezenas de coisas que estão a nosso favor”, finalizou.


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