terça, 11 de dezembro de 2018
Cidades
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Prédios invadidos correm risco de desabar

Lucilene Meireles / 11 de maio de 2018
Foto: Assuero Lima
Não é preciso ser especialista na área para constatar que o prédio do antigo Hotel Antero Aranha, mais conhecido como Hotel Altiplano, coloca em risco a segurança das famílias que ocupam suas dependências. Sem água encanada ou energia elétrica, todas as ligações são clandestinas. Os fios utilizados são de telefone e, conforme relatos dos moradores, não suportam a carga. Por conta disso, houve até incêndio num dos quartos.

Há infiltrações em todo o prédio. O piso grosso apresenta buracos e, por eles, é possível observar o andar inferior. O concreto que preenche as colunas de sustentação está se soltando. Os ferros aparentes enferrujaram.

O lixo se espalha por quase todos os espaços. E é nesse ambiente sem as mínimas condições de sobrevivência que, segundo a Coordenadoria de Defesa Civil de João Pessoa, moram mais de 100 famílias.

Mas, o prédio é apenas um exemplo. Na Capital, há pelo menos sete imóveis e ocupações que preocupam. O Ministério Público deu um prazo de 10 dias para a Defesa Civil e 15 dias para que as secretarias municipais de Habitação (Semhab) e Desenvolvimento Social (Sedes) façam um levantamento das ocupações na cidade e da situação em que estão as construções. O Corpo de Bombeiros também fará vistorias.

O coordenador da Defesa Civil de João Pessoa, Noé Estrela, disse que não tem uma estimativa de quantas pessoas vivem hoje nesses locais, mas informou que as visitas já começaram e será feito um diagnóstico com estes dados. Em um deles, o do antigo INSS, no Centro, a Defesa Civil já havia retirado as famílias, mas recebeu a informação de que há novos moradores.

Volta a ocupar lugar

O risco maior é, de fato, no Hotel Altiplano, porque há também ocupação no entorno, conforme analisou Noé Estrela. De lá, as famílias foram retiradas uma vez, mas voltaram a ocupar o local.

“Nesse caso, a edificação não é nossa. No antigo Hotel Tropicana, retiramos as famílias ano passado. O prédio foi vedado com tijolos. Mas, como algumas edificações não são nossas, estamos esperando documentos”, declarou.

A estrutura da Escola Índio Piragibe, conforme relatou o coordenador, está ficando comprometida e já existe risco na laje. Já o Curtume, segundo os próprios moradores, não tem problemas de infraestrutura ou alagamentos. Porém, como se trata de uma ocupação, está incluído na lista e será avaliado.

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